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Seca, alto índice de ozônio e queimadas. Química ambiental da USP fala sobre a péssima qualidade do ar

Segundo levantamento da CETESB, Região de Ribeirão está com a pior qualidade do ar do estado; especialista explica as causas
qualidade do ar
Segundo levantamento da CETESB, Região de Ribeirão está com a pior qualidade do ar do estado; especialista explica as causas

Segundo levantamento da CETESB, Região de Ribeirão está com a pior qualidade do ar do estado; especialista explica as causas

Ribeirão Preto enfrenta a pior qualidade do ar do estado de São Paulo, com relatos de fuligem em residências. A preocupação principal é com a saúde da população, diante da dificuldade em respirar bem devido à baixa umidade do ar e à ausência de chuvas.

Qualidade do Ar Comprometida

Segundo a professora de química ambiental da USP, Lucia Campos, a qualidade do ar moderada persiste desde julho, devido à presença de material particulado na atmosfera. A ausência de chuvas impede a dispersão dessas partículas finas, prejudiciais à saúde. A situação se agravou com a formação de ozônio, molécula oxidante que irrita as vias respiratórias e agrava doenças respiratórias. A principal fonte desses precursores do ozônio são as queimadas na região, além das emissões veiculares.

Mudanças Climáticas e Consequências

A professora Lucia Campos afirma que a situação atual reflete as consequências das mudanças climáticas, com eventos extremos mais frequentes e intensos. Ribeirão Preto, historicamente mais seco nessa época do ano, enfrenta estiagens mais prolongadas e severas. O sexto relatório do IPCC corrobora essa tendência de mudanças climáticas generalizadas, rápidas e intensas em todo o globo.

Medidas de Proteção e Cuidados

A professora destaca os óxidos ácidos liberados pelas queimadas (como óxidos de enxofre e nitrogênio), causadores da chuva ácida e nocivos à saúde. Além disso, o material particulado analisado em laboratório contém compostos de carbono com potencial cancerígeno. O uso de máscaras (como PFF2 ou N95) oferece alguma proteção contra partículas maiores, mas não contra o ozônio. Recomenda-se evitar exercícios físicos extenuantes durante o dia e optar por atividades noturnas, quando a qualidade do ar tende a melhorar. Para melhorar a qualidade do ar dentro de casa, a professora sugere manter as janelas fechadas, aumentar a umidade do ar com bacias d’água ou toalhas úmidas e, em casos de problemas respiratórios, utilizar soro fisiológico em nebulizador. A hidratação também é fundamental.

A situação da qualidade do ar em Ribeirão Preto exige atenção e medidas para mitigar os impactos na saúde da população. A combinação de fatores como material particulado, ozônio e a ausência de chuvas resulta em um cenário preocupante que demanda ações efetivas para melhorar a qualidade de vida dos moradores.

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