Litro chega a R$ 7 a depender da marca; outro produto que sofreu reajuste foi o café, com 3,65%
O café da manhã dos brasileiros tem ficado mais caro nas últimas semanas. A elevação no preço do leite — influenciada por seca e calor que têm reduzido a produção no Brasil — é apontada como principal causa: o produto acumulou alta de 14% desde janeiro e o litro já chega a R$ 7, dependendo da marca.
Impacto da seca na produção de leite
Produtores relatam perda de produtividade devido à falta de pasto e ao estresse térmico do gado, fatores que encarecem a oferta. Com menor volume produzido, o mercado reage com aumento de preços ao consumidor final e pressão na cadeia de abastecimento.
Comércio tenta segurar preço, mas enfrenta custo crescente
Nos supermercados, a estratégia tem sido negociar compras diariamente para tentar oferecer preços mais baixos. “É uma queda de braço incrível, porque a gente precisa segurar o preço na ponta”, diz Antônio, gerente de mercado. Ele explica que muitas vezes o valor pelo qual o leite é vendido hoje já é menor do que o preço pago para repor o estoque, o que dificulta manter preços estáveis sem prejudicar a remuneração dos produtores.
Outros produtos também sob pressão
Além do leite, o café registrou alta recente de 3,65%. Consumidores mais velhos, como o aposentado Cid Salves, percebem o impacto no bolso: “Estou desembolsando mais. Agora a tendência é só subir”, comenta, lembrando que a fase de seca costuma reduzir a disponibilidade de pasto e pressionar os preços. “Trabalhei na roça há muito tempo e conheço essas coisas”, acrescenta.
Analistas e agentes do setor avaliam que, enquanto persistirem condições climáticas adversas e custos de produção elevados, a tendência é de manutenção ou aumento de preços em itens básicos do dia a dia, o que acende alertas para medidas que possam mitigar os efeitos sobre consumidores e produtores.



