Clima pode influenciar na manutenção do preço em um patamar alto; ouça o ‘CBN Agronegócio’ com José Carlos de Lima Junior
A colheita de arroz no Brasil enfrenta desafios em 2023, principalmente devido à seca que atingiu o Rio Grande do Sul, principal produtor nacional. Segundo José Carlos de Lima Jr., em entrevista à CBN Agronegócio, a produção de arroz deve ser menor que no ano passado, o que pode resultar na manutenção de preços altos.
Prejuízos da Seca e da Colheita
A seca prejudicou não apenas o desenvolvimento do grão, mas também a colheita. Máquinas e técnicas inadequadas podem resultar em perdas de até 10% da produção, embora esse número possa ser reduzido com tecnologia e manejo adequados. A falta de armazenamento adequado no Brasil também força a venda imediata da produção, expondo os produtores a flutuações de preço.
Outras Regiões Produtoras e o Clima
Além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina contribui significativamente para a produção nacional. Há também cultivos menores no Nordeste e, embora tenha sido um importante produtor no passado, Roraima enfrenta dificuldades devido a questões de reserva indígena. O arroz se adapta a diferentes climas, sendo cultivado em áreas irrigadas e de sequeiro. O excesso de água, no entanto, pode favorecer pragas e doenças. A seca, por outro lado, reduz a disponibilidade hídrica, afetando diretamente a produção.
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Cenário Internacional e Comercialização
O cenário internacional também influencia a produção e exportação de arroz. O alto custo de produção e a dificuldade dos produtores brasileiros em comercializar seus produtos eficientemente contribuem para a instabilidade do mercado. A maior parte dos produtores opta pela venda no mercado à vista, expondo-se a flutuações de preço e riscos financeiros. A melhoria das técnicas de comercialização é crucial para garantir a sustentabilidade da produção de arroz no Brasil.