Questões relacionadas ao clima e o andamento da economia local impactaram diretamente no agronegócio
O agronegócio brasileiro apresentou resultados variados em 2024, Seca, queimadas, alta no valor do, com setores que tiveram desempenho positivo e outros que enfrentaram dificuldades, segundo análise de José Carlos de Lima Jr. O mercado do café, por exemplo, registrou valorização nas cotações da saca, beneficiando produtores que conseguiram vender seus estoques. Já a pecuária de corte enfrentou desafios relacionados à nutrição animal devido à seca, mas compensou com a valorização do preço da arroba do boi, que chegou a quase R$ 350 no estado de São Paulo.
Impactos climáticos e desafios para a cana-de-açúcar
O ano de 2024 foi marcado por condições climáticas adversas, incluindo seca intensa e incêndios, que afetaram especialmente a cana-de-açúcar em São Paulo, responsável por mais de 50% da produção nacional. Esses fatores resultaram em perdas de produtividade para várias usinas. Além disso, outras culturas, como o pêssego na região central do estado, também sofreram com as variações climáticas, evidenciando a interferência do clima no agronegócio.
Protecionismo e mercado internacional: O protecionismo global aumentou em 2024, com a imposição de barreiras tarifárias e não tarifárias que dificultaram as exportações brasileiras. Casos como o da Danone, que anunciou a suspensão da compra de soja brasileira, e o Carrefour, relacionado à carne, ilustram esse cenário. Em resposta, entidades privadas do setor agropecuário organizaram boicotes a essas empresas até que pedidos formais de desculpas fossem realizados, demonstrando maior coordenação interna do setor.
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Perspectivas econômicas e câmbio: O dólar teve alta significativa em 2024, passando de cerca de R$ 4,85 no início do ano para R$ 6,30 em dezembro, o que impacta diretamente a inflação e os custos de produção, já que o Brasil depende de insumos importados. A inflação de alimentos deve alcançar cerca de 5% no final do ano, com projeções de manutenção em níveis elevados para 2025. O índice IGPM, que influencia reajustes de aluguéis e financiamentos, também está em alta, o que pode afetar o mercado imobiliário.
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O setor sucroenergético enfrenta incertezas quanto ao próximo ano, com o risco de intervenção governamental nos preços dos combustíveis para controlar a inflação, o que pode prejudicar a produção de etanol e a cadeia produtiva da cana-de-açúcar. A expectativa é que o governo evite tais medidas, mas o cenário político, com eleições em 2026, pode influenciar decisões futuras.