Após denúncia da CBN Ribeirão, pasta do Meio Ambiente admitiu falha na fiscalização para verificar se o plantio foi feito
Desde que a CPFL, com autorização da prefeitura de Ribeirão Preto, iniciou a remoção de árvores plantadas sob linhas de transmissão, a população questiona a compensação ambiental. Cerca de 1.300 árvores foram cortadas, e outras 13.700 doadas pela CPFL ao município para replantio.
Prefeitura e a Compensação Ambiental
A Secretaria de Meio Ambiente recebeu a incumbência de plantar ou distribuir as mudas. O secretário Otávio Ocano afirmou à CBN que as mudas foram entregues aos moradores mediante assinatura de termo de compromisso, sem fiscalização efetiva. Ele argumenta que a fiscalização se concentra em plantios de compensação ambiental feitos por empresas, e não em ações do município. Segundo Ocano, existe uma lei de 1935 que proíbe o plantio de árvores de grande porte sob linhas de transmissão de energia.
Falta de Fiscalização e Investimentos
O Ministério Público notificou a prefeitura e a CPFL para explicarem o processo de compensação ambiental. O ambientalista Paulo Finotti critica a falta de planejamento e a delegação da obrigação pública à população. Ele destaca a necessidade de investimento em políticas públicas para aumentar o verde na cidade, considerando que a vegetação atual está abaixo do mínimo ideal. Finotti também questiona a entrega de mudas à população, argumentando que a prefeitura e a empresa deveriam assumir a responsabilidade pelo plantio e manutenção das árvores.
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Impactos e o Futuro
A situação evidencia a necessidade de um planejamento mais eficaz para a compensação ambiental, com mecanismos de fiscalização e acompanhamento. A falta de controle sobre o destino das mudas e a ausência de investimentos em políticas públicas para arborização preocupam a população e ambientalistas. A investigação do Ministério Público poderá trazer esclarecimentos e, se necessário, resultar em um novo plano de ação para garantir a recomposição da vegetação urbana.



