Cerca de 7 mil estudantes ainda não começaram a estudar o conteúdo atrasado
Cerca de 7 mil alunos de Ribeirão Preto ainda aguardam o início da reposição das aulas perdidas devido à greve dos servidores públicos. O motivo? A Secretaria da Educação reprovou os cronogramas apresentados por 14 escolas municipais, alegando inconsistências com uma resolução municipal.
Resolução e Conflitos
A resolução da Secretaria estabelece que os 16 dias de paralisação devem ser repostos prioritariamente em dias de recesso escolar. Datas de eventos escolares e sábados são alternativas secundárias, e os planos precisam ser aprovados pelo conselho de cada escola. Entretanto, o presidente do Conselho de Educação, Márcio Silva, argumenta que a resolução contraria uma lei municipal que define o estatuto do magistério e as atribuições dos conselhos escolares. Ele cita como exemplo a proposta de aulas aos domingos para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), inviável para alunos trabalhadores, e a interferência nos planos de férias das famílias.
Pontos de Discórdia
Para Márcio Silva, a resolução ignora a realidade dos alunos e das escolas, com a supervisão apresentando inconsistências na aprovação dos cronogramas. Um professor de história chegou a recorrer ao Ministério Público. Já o secretário da Educação, Felipe Elias Miguel, justifica a resolução pela necessidade de uniformizar as reposições e garantir a qualidade do ensino, assegurando que todo o conteúdo perdido seja efetivamente reposto. Ele destaca a inadequação dos sábados para aulas e os possíveis conflitos de calendário na EJA. A uniformização também visa facilitar a organização dos profissionais que atuam em mais de uma escola.
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Próximos Passos
Com a reprovação dos cronogramas, as 14 escolas precisarão reapresentar seus planos à Secretaria da Educação. Somente após a aprovação, os 7 mil alunos poderão iniciar a reposição das aulas perdidas. A questão ainda promete gerar debates e novas discussões entre a Secretaria e os conselhos escolares.



