Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Reger Sena
A história de Liliane Aparecida dos Santos, moradora de Piracicaba, ganhou destaque após a trágica perda de sua bebê durante o trabalho de parto. Grávida de nove meses, Liliane enfrentou uma situação desesperadora quando sua filha mais velha, Luana Soela em Silva, tentou acionar o SAMU.
A Negativa do Atendimento e a Busca por Socorro
Segundo Luana, a atendente do SAMU informou que a viatura não poderia atender no bairro Bosques do Lenheiro devido à falta de segurança. A resposta gerou incredulidade e desespero na família, que se viu sem o apoio crucial do serviço de emergência. Diante da recusa, os parentes de Liliane improvisaram e a levaram por conta própria a uma unidade de pronto atendimento e, posteriormente, a um hospital da cidade.
O Parto na Ambulância e a Perda Inesperada
Apesar dos esforços da família, o tempo se mostrou um inimigo implacável. O parto ocorreu dentro da ambulância, aproximadamente 30 minutos após a frustrada ligação para o SAMU. A notícia da morte da bebê, comunicada horas depois por uma médica, devastou Liliane. A causa apontada foi a falta de socorro adequado, um golpe duro para a mãe que já tinha tudo preparado para a chegada da filha.
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Repercussão e Questionamentos
A dor da perda se mistura à indignação e ao questionamento sobre a falta de assistência. Liliane expressa sua revolta com a generalização negativa sobre os moradores do bairro, ressaltando que há pessoas honestas e trabalhadoras que também precisam de socorro. O atestado de óbito indicou morte natural por insuficiência respiratória e aspiração de mecônio, mas a família questiona se um atendimento mais rápido poderia ter mudado o desfecho. A prefeitura, por sua vez, informou que a Guarda Municipal é responsável pela proteção do patrimônio público, e a segurança é de responsabilidade do Estado.
A situação levanta importantes discussões sobre o acesso à saúde e a segurança em comunidades periféricas.



