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Secretaria da Saúde de Ribeirão informa que 80% dos focos de dengue estão dentro das casas

Cidade registra 7.211 diagnósticos neste ano; professor de medicina, Benedito Lopes da Fonseca, analisa a escalada de casos
Secretaria da Saúde de Ribeirão informa
Cidade registra 7.211 diagnósticos neste ano; professor de medicina, Benedito Lopes da Fonseca, analisa a escalada de casos

Cidade registra 7.211 diagnósticos neste ano; professor de medicina, Benedito Lopes da Fonseca, analisa a escalada de casos

Ribeirão Preto enfrenta um aumento alarmante nos casos de dengue. Segundo o boletim epidemiológico de setembro, 49 pessoas foram diagnosticadas com a doença, representando um crescimento de 600% em comparação ao mesmo mês do ano passado. O acumulado do ano já chega a 7.211 casos, um aumento de 2.000% em relação ao período de janeiro a setembro de 2022.

Aumento de Casos e Mudança no Tipo de Vírus

O médico infectologista Dr. Benedito Antônio Lopes da Fonseca, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, explica que esse crescimento se deve a dois fatores principais: o período chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, e a mudança no tipo de vírus predominante. Enquanto nos anos anteriores o vírus da dengue tipo 2 era o mais comum, atualmente quase 100% dos casos são causados pelo tipo 1. Essa mudança leva a um novo surto, já que a população não possui imunidade contra essa variante.

Prevenção e Impacto na Saúde Pública

O Dr. Benedito destaca a importância da prevenção, alertando que 80% dos focos do mosquito estão em residências. A prefeitura realiza mutirões de limpeza, mas a população precisa colaborar, inspecionando suas casas semanalmente em busca de criadouros. Mesmo pequenas quantidades de água parada, como tampinhas de garrafa, são suficientes para a reprodução do mosquito. A falta de conscientização da população é preocupante, uma vez que medidas preventivas simples podem evitar a proliferação da doença.

O médico também alerta para o impacto de uma possível epidemia na saúde pública. A experiência com a COVID-19 demonstrou a fragilidade do sistema de saúde diante de um grande número de casos. Em situações de epidemia de dengue, a sobrecarga nos hospitais pode levar a atrasos no atendimento, piorando o prognóstico dos pacientes e aumentando o risco de casos graves e óbitos. A prevenção individual e coletiva é crucial para evitar uma nova crise sanitária.

Ações Necessárias

A situação exige ações conjuntas da prefeitura e da população. A prefeitura deve continuar os mutirões e campanhas de conscientização. A população, por sua vez, deve redobrar os cuidados com a limpeza de suas residências e denunciar focos do mosquito. A prevenção é a melhor forma de proteger a saúde individual e coletiva e evitar o colapso do sistema de saúde.

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