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Secretaria da Saúde defende a terceirização de funcionários para abastecer unidades

Chefe da Pasta, Sandro Scarpelini vê na proposta a melhor alternativa para aprimorar o atendimento nos postos de Ribeirão
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Chefe da Pasta, Sandro Scarpelini vê na proposta a melhor alternativa para aprimorar o atendimento nos postos de Ribeirão

Chefe da Pasta, Sandro Scarpelini vê na proposta a melhor alternativa para aprimorar o atendimento nos postos de Ribeirão

Desde que assumiu a Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto, o secretário Sandro Carpelini tem proposto diversos projetos para melhorar o atendimento na cidade. Porém, alguns projetos encontraram resistência de sindicatos, vereadores e moradores.

Projetos Encontram Obstáculos

Um dos projetos que esbarraram em oposição foi a transformação da UBS central em um ambulatório médico de especialidades. Outro ponto de divergência foi a proposta de terceirização de serviços para suprir a falta de médicos e enfermeiros na rede municipal, criticada pelo secretário Carpelini após a Câmara de Ribeirão Preto barrar a organização social para atuar na UPA do bairro Sumarezinho.

Investimentos e Dificuldades

A UPA do Sumarezinho, projetada há dois anos, finalmente funcionará no antigo prédio da UBS da rua Cuiabá, após uma reforma de quase R$ 2 milhões. Outros projetos, como um investimento de R$ 22 milhões do Estado para a abertura do AME, foram inviabilizados. Carpelini afirma que apesar dos obstáculos, novas propostas estão sendo implementadas, incluindo uma possível transição em breve, e busca o apoio da população e da Câmara Municipal para encontrar alternativas.

A Voz da População e Soluções Propostas

A população reclama das longas filas em pronto-atendimentos para consultas e exames, situação que persiste há dois anos. Para o secretário, contratar mais médicos não resolve o problema das filas, pois impactaria na folha de pagamento, próxima do limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O professor José Sebastião dos Santos, da Faculdade de Medicina da USP Ribeirão, sugere a capacitação dos profissionais e uma reorganização do trabalho na Secretaria de Saúde. Entretanto, ele aponta a resistência de sindicatos e médicos, principalmente em relação à alocação em locais com maior demanda. Como alternativa, a Secretaria de Saúde propõe a instalação de um AMI, cuja parceria com o governo do Estado já foi confirmada, mas ainda precisa de definição de localização. Além disso, o secretário destaca a necessidade de reduzir o índice de abstenção em consultas e exames, que chega a 30%, e reorganizar os fluxos de atendimento. A prefeitura também trabalha em parceria com a Faculdade de Medicina da USP para a abertura da UPA do Sumarezinho até o meio do ano. O sindicato dos servidores municipais se posicionou contra as terceirizações propostas, alegando falta de diálogo com a população e o Conselho Municipal de Saúde.

A situação da saúde em Ribeirão Preto demonstra a complexidade dos desafios enfrentados, exigindo diálogo, planejamento e o engajamento de todos os envolvidos para garantir um atendimento eficiente e de qualidade à população.

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