Expectativa é que as unidades sejam entregues para atendimento ao público apenas no ano que vem
A Prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta dificuldades para concluir obras importantes na área da saúde, como o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Previstas para serem finalizadas apenas em 2024, as obras ainda não têm data para iniciar, deixando a população sem os serviços prometidos.
Promessas de campanha e realidade
Durante a campanha eleitoral, o prefeito Artur Nogueira prometeu a construção de três AMEs durante sua gestão. Apesar disso, apenas o projeto do AME-Mais na Vila Virgínia apresenta algum avanço, ainda que tímido. Sua construção, inclusive, será operacionalizada pelo governo estadual, após a publicação de um decreto em setembro que autorizou a obra. Mesmo assim, a prefeitura ainda não havia aberto a licitação do projeto executivo dois meses antes da publicação do decreto, atrasando ainda mais o processo.
Financiamento e desafios
O AME-Mais terá um custo estimado de 13 milhões de reais, valor que a prefeitura não possui atualmente. Apesar de ter recebido 13 milhões de reais em sobras da Câmara no ano passado, destinados justamente para viabilizar a unidade, estes recursos foram utilizados para cobrir outras despesas do governo. Para destravar as obras do AME e da UPA, além de reformas em unidades escolares e de saúde, a prefeitura pretende recorrer a um empréstimo de até 50 milhões de reais da Caixa Federal. O projeto de lei que autoriza esse financiamento deve ser encaminhado à Câmara nas próximas semanas.
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A situação demonstra os desafios enfrentados pela administração municipal para cumprir suas promessas na área da saúde, evidenciando a necessidade de planejamento financeiro eficiente e a busca por alternativas para garantir a conclusão das obras e a entrega dos serviços à população.



