Cidade aguarda os medicamentos prometidos pelo Ministério da Saúde; prazo acordado para entrega terminou na última semana
Ribeirão Preto enfrenta grave crise de desabastecimento de medicamentos para tratamento de Covid-19
Falta de Medicamentos Essencial para Intubação
A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto alertou nesta quarta-feira sobre a situação crítica de falta de medicamentos essenciais para a internação de pacientes com Covid-19. O Ministério da Saúde e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Concisemes) ainda não entregaram o chamado “kit intubação”, cujo prazo de entrega venceu na semana passada. Essa falta de medicamentos, usados em pacientes graves, configura um quase colapso no sistema de saúde, situação semelhante à relatada pelo Estado.
Leitos Ocupados e Risco de Colapso
A cidade registra altos índices de ocupação hospitalar. Dos 314 leitos de UTI, 289 estão ocupados (92%), com 215 respiradores em uso. Nas enfermarias, a ocupação é de 72%, com 387 leitos ofertados e 279 em uso, além de seis respiradores adicionais. A situação é preocupante, pois os índices de ocupação se mantêm altos dia após dia, semelhante ao cenário observado em outras cidades da região, como Barretos, que chegou a 100% de ocupação. O problema se agrava pela falta de medicamentos como sedativos, essenciais para o tratamento de pacientes intubados. Alguns hospitais relatam estoque para apenas dois ou três dias.
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Situação sem Solução Imediata
A falta de resposta do Ministério da Saúde agrava a situação, colocando em risco a capacidade de atendimento a pacientes graves de Covid-19 em Ribeirão Preto. A ausência do kit intubação e de outros medicamentos essenciais representa um desafio significativo para o sistema de saúde local, que opera com alta demanda e recursos limitados. A continuidade da falta de medicamentos pode levar ao colapso total do sistema.



