Medida visa controlar a proliferação de febre amarela
Em julho de 2017, a descoberta de um macaco morto na Praça Luís de Camões, em Ribeirão Preto, disparou o alerta para um possível surto de febre amarela na cidade.
Investigação e Mapeamento
Após a confirmação da doença no primata em outubro, a cidade iniciou um mapeamento da situação, analisando a presença e os hábitos dos macacos em diversas regiões, incluindo Jardim Nova Aliança, Campos Elíseos, Vila Tibério, Recreio Internacional e a Praça XV de Novembro. A diretora do Departamento de Saúde, Luís Amárcia, explicou que o objetivo é entender como doenças como a febre amarela estão afetando os macacos, recolhendo-os para exames laboratoriais. Em 2016, 43 animais foram encontrados mortos e enviados ao Instituto Adolfo Lutz; destes, três testaram positivo para febre amarela.
Importância dos Macacos e Ações Preventivas
O infectologista da USP, Benedito da Fonseca, destaca a importância do mapeamento, mesmo considerando a mobilidade dos macacos infectados. Ele ressalta que os macacos são vítimas, e não propagadores da doença, atuando como sentinelas, indicando a circulação do vírus. A população é orientada a não agredir os animais. A mortandade de macacos serve como alerta para a vigilância em saúde.
Desde a confirmação do surto, a procura por vacinas aumentou significativamente, com mais de 65 mil doses aplicadas em cinco meses, atingindo 70% de imunização na cidade. A Secretaria de Saúde garante o abastecimento de vacinas, priorizando moradores próximos a praças, parques e áreas rurais, além de viajantes para outras cidades do estado. Em 2017, foram registrados seis óbitos em humanos por febre amarela (um em Batatais, um em Américo Brasiliense e quatro na Grande São Paulo), além de 17 casos suspeitos e 31 macacos mortos em Ribeirão Preto, Franca, Barretos e São José do Rio Preto.



