Consórcio Pró-Urbano terá 180 dias para promover as mudanças na estação
Após quatro meses da aprovação do Conselho de Patrimônio Histórico, o projeto executivo de reforma das plataformas da Catedral de Ribeirão Preto foi finalmente aprovado pela Prefeitura. A responsabilidade da correção das plataformas das ruas Américo Brasiliense e Visconde de Inhaúma, que custaram R$ 3,5 milhões em 2016 e nunca foram inauguradas, recairá sobre o consórcio Pro-Urbano, que terá seis meses para concluir as obras.
Problemas nas Plataformas
O projeto original das plataformas apresentava erros, como altura inadequada. Após discussões sobre a responsabilidade pelos erros, o consórcio Pro-Urbano se comprometeu a arcar com os custos da reforma, estimados em R$ 400 mil. O diretor do consórcio, Carlos Roberto Cherule, afirmou que, apesar de ainda não ter sido notificado pela Prefeitura, a empresa responsável pela reforma já está contratada e as obras iniciarão assim que receberem a notificação. Cherule espera concluir as obras dentro do prazo de seis meses.
O Contrato e as Obras
De acordo com o contrato de 2012 entre a Prefeitura e o Pro-Urbano, o consórcio deveria construir nove estações de ônibus e dois terminais por R$ 23 milhões. Quatro plataformas não foram entregues, três foram iniciadas e as restantes já custaram R$ 21 milhões ao consórcio. Cherule afirma que estas serão as últimas plataformas entregues pelo consórcio à Prefeitura, justificando que o valor já pago em outorga cobre a construção dos terminais e estações restantes. As principais alterações nas plataformas serão a elevação da altura de 3,90m para 4,40m e a substituição dos vidros fumês por translúcidos.
Compensação Ambiental
Para liberar a reforma, a Prefeitura precisará realizar uma compensação ambiental pela remoção de sete árvores da Praça das Bandeiras. A administração municipal afirma que a extração das árvores ocorrerá após o início da obra e que serão plantadas 350 mudas na cidade como compensação. As obras, portanto, representam o fim de um longo impasse e a promessa de conclusão de um projeto que se arrasta há anos.



