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Secretaria de Saúde aguarda contraprova de análises após morte de macacos por febre amarela

Amostras ainda serão avaliadas no Instituto Adolfo Lutz e deve sair em 30 dias; apesar disso, plano de vacinação já é traçado
Secretaria de Saúde aguarda contraprova de
Amostras ainda serão avaliadas no Instituto Adolfo Lutz e deve sair em 30 dias; apesar disso, plano de vacinação já é traçado

Amostras ainda serão avaliadas no Instituto Adolfo Lutz e deve sair em 30 dias; apesar disso, plano de vacinação já é traçado

A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto aguarda a contraprova das análises das amostras de quatro macacos bugios encontrados mortos no campus da Universidade de São Paulo (USP), Secretaria de Saúde aguarda contraprova de, na zona norte da cidade. As amostras foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para confirmação da presença do vírus da febre amarela.

O laboratório de virologia local detectou a presença do vírus a partir da análise das vísceras dos animais. Segundo o pesquisador Benedito Lopes da Fonseca, que coordena o laboratório, o material genético do vírus foi extraído e um teste específico indicou resultado positivo para febre amarela. No entanto, apenas o Instituto Adolfo Lutz pode confirmar oficialmente o diagnóstico.

Análise e histórico da doença em Ribeirão Preto

Os últimos casos registrados de febre amarela na cidade ocorreram em 2017, quando um homem morreu e pelo menos cinco macacos foram diagnosticados com a doença. A febre amarela é considerada grave, mas apresenta baixa incidência no país devido à vacinação. A transmissão ocorre por mosquitos que também picam primatas como bugios e saguis, que funcionam como sentinelas para a circulação do vírus em determinadas regiões.

Medidas da Secretaria de Saúde: O secretário municipal de Saúde, Maurício Godinho, afirmou que não há motivo para pânico e que o laudo oficial do Instituto Adolfo Lutz deve ser emitido em até 30 dias. A partir do resultado, serão definidas as ações de vacinação na cidade. O planejamento inclui vacinar crianças a partir de 9 meses e até 4 anos de idade. Adultos que receberam a vacina há menos de cinco anos não precisam de reforço.

Orientações e esclarecimentos: Não há registro de casos humanos de febre amarela em Ribeirão Preto. O médico Fernando Crivelente Villar, da Comissão de Controle de Infecções, explicou que os casos em humanos geralmente ocorrem em pessoas que entram em áreas de mata e são picadas por mosquitos vetores selvagens. Desde a década de 1940, não há registros de febre amarela urbana transmitida dentro das cidades.

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholli, alertou para o risco de ações contra os macacos, que não transmitem a doença. Segundo ela, a transmissão ocorre por mosquitos específicos da mata, diferentes do Aedes aegypti, mosquito urbano que pode transmitir outras doenças. Os macacos são vítimas e atuam como indicadores da circulação do vírus. Em 2017, houve relatos de agressões a saguis pela população, o que é desaconselhado.

Informações adicionais

Os sintomas da febre amarela incluem dores de cabeça, febre e enjoo. A vacinação é a principal medida preventiva para evitar a doença, que pode ser grave. A Secretaria de Saúde reforça que o monitoramento e o controle dos mosquitos vetores são essenciais para prevenir surtos.

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