Unidade passa por uma manutenção emergencial na recepção; pacientes reclamam da demora pelo atendimento
Caos na UPA da 13 de Maio
A segunda-feira foi marcada por cenas de desespero na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da 13 de Maio, em Ribeirão Preto. Pacientes aguardaram por horas, muitos sem sequer conseguir entrar na unidade, alguns deitados na grama, relatando dores intensas e falta de atendimento. Um paciente relatou esperar mais de três horas sem ser atendido, queixando-se de dores de cabeça e nos olhos. Tânia Oliveira, que levou seus dois netos, um com suspeita de pneumonia, descreveu a situação como caótica, relatando problemas estruturais como goteiras, mofo e rachaduras, observados em visitas anteriores. Ela chegou a usar um guarda-chuva para se proteger da chuva enquanto aguardava atendimento.
Impacto em Outros Serviços e Demais UPAs
A situação crítica na UPA da 13 de Maio não foi um caso isolado. A recepção precisou ser interditada devido às chuvas, impossibilitando até mesmo os atendimentos odontológicos. Em outras UPAs da cidade, o cenário foi semelhante, com relatos de longas esperas e falta de atendimento adequado. Em uma delas, a esposa de um paciente chegou a surtar devido à demora e à lotação, quebrando um vidro em desespero. A UPA do Sumarezinho e a do Simione também registraram longas esperas, com relatos de até 6 horas de espera para casos leves, agravado na segunda-feira pela greve dos servidores.
Análise e Resposta da Secretaria da Saúde
O médico e especialista em gestão em saúde pública, José Sebastião dos Santos, apontou falhas no sistema como um todo, incluindo a falta de prevenção, a dificuldade em atender casos de urgência e não emergência, e a alta rotatividade de profissionais devido à falta de vínculo empregatício. A Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto, em nota, reconheceu os problemas na UPA da 13 de Maio, atribuindo a redução do espaço na recepção às obras de reforma iniciadas em março, com previsão de conclusão em dois meses. A secretaria manteve o número de médicos, mas pediu desculpas pelos transtornos causados pelas obras e pela alta demanda nas demais UPAs, justificando as longas esperas.
A situação expõe a fragilidade do sistema de saúde pública local, demandando soluções urgentes para garantir o atendimento digno e eficiente à população.



