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Secretária de Sertãozinho afirma que os atendimentos de urgência e emergência na cidade estão “colapsados”

Município pediu ajuda ao Hospital Netto Campello para zerar a fila de cirurgias eletivas prometida pelo Estado
urgência e emergência
Município pediu ajuda ao Hospital Netto Campello para zerar a fila de cirurgias eletivas prometida pelo Estado

Município pediu ajuda ao Hospital Netto Campello para zerar a fila de cirurgias eletivas prometida pelo Estado

A região de Ribeirão Preto enfrenta uma fila de espera de mais de 17 mil pacientes para cirurgias eletivas. Para solucionar esse problema, o governo do Estado de São Paulo anunciou um mutirão com previsão de atendimento até outubro.

Recursos e Estratégias

O governo investirá R$ 350 milhões para aumentar a capacidade de cirurgias. A estratégia inclui o pagamento de um adicional de 100% sobre o valor da tabela SUS aos municípios e hospitais, visando triplicar a capacidade cirúrgica. Além disso, haverá um chamamento público para contratação de procedimentos em serviços privados.

Situação em Sertãozinho

Em Sertãozinho, a fila de espera para cirurgias eletivas chega a 1.539 pessoas, com oftalmologia sendo a especialidade mais impactada. A Santa Casa de Sertãozinho já realizou 262 cirurgias eletivas em 2023, sendo a gastroenterologia a especialidade com maior volume. A secretária de Saúde de Sertãozinho, Sorai Estela, explicou que a suspensão das cirurgias eletivas durante a pandemia agravou a situação, somando-se aos pacientes que já aguardavam atendimento. A cidade enfrenta dificuldades com a alta demanda em urgência e emergência, com 12 pacientes aguardando leitos em um determinado dia, e com a falta de médicos plantonistas, situação comum em toda a região.

Desafios e perspectivas

A secretária destacou os desafios de encontrar profissionais para plantões, devido aos riscos de contaminação e à sobrecarga do sistema de saúde com outras patologias além da COVID-19. A disponibilidade de leitos também é um gargalo, com a maioria ocupada por pacientes com outras enfermidades. Apesar dos desafios, a cidade se prepara para o mutirão, buscando a interlocução entre hospitais, secretarias de saúde e instituições privadas para otimizar o atendimento e reduzir a fila de espera. A abertura de novos ambulatórios, como a clínica da dor, e a ampliação da vacinação, incluindo a quarta dose para maiores de 50 anos, também fazem parte das estratégias para melhorar a saúde pública na região.

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