Motoristas reclamam do excesso de buracos na cidade; Pedro Luiz Pegoraro alega que malha viária tem mais de 30 anos
Ribeirão Preto enfrenta um problema crônico: o grande número de buracos em suas vias públicas. A situação afeta motoristas, que precisam desviar constantemente, arriscando-se a danos em seus veículos. Em ruas estreitas, com carros estacionados dos dois lados, a passagem por buracos se torna inevitável, causando prejuízos aos condutores.
O trabalho da Prefeitura
A Prefeitura de Ribeirão Preto afirma aplicar cerca de 50 toneladas de asfalto diariamente em serviços emergenciais de tapa-buracos. O secretário de Obras Públicas, Pedro Luiz Pegoraro, explicou que a cidade possui mais de 1.500 quilômetros de asfalto, com grande parte tendo mais de 30 anos de idade – o dobro da durabilidade média. Apesar do esforço, as reclamações sobre o reaparecimento dos buracos persistem.
Qualidade do Asfalto e Métodos de Aplicação
O secretário garante que o material utilizado é de boa qualidade, o mesmo empregado em recapeamentos. Entretanto, a forma de aplicação é um fator crucial. A técnica ideal envolve o recorte da área danificada, aplicação da massa asfáltica e compactação adequada. A falta de equipamentos, em alguns casos, força a prefeitura a utilizar métodos emergenciais de tampagem, que não garantem a durabilidade do reparo. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) acompanha a situação e constatou que, muitas vezes, a compactação é feita apenas pelo tráfego de veículos.
Desafios e Soluções
A prefeitura reconhece a necessidade de melhorias. Um programa de recuperação da malha viária está em andamento, envolvendo diversas secretarias. A contratação de empresas especializadas para o serviço de recorte e compactação representa um avanço. Embora o problema seja complexo e demande tempo para ser resolvido por completo, a administração municipal se compromete em buscar soluções eficazes e duradouras para garantir a segurança e a mobilidade urbana na cidade.



