Felipe Elias Miguel garante que o calendário letivo terá 200 dias; região segue com índices preocupantes na pandemia
As aulas presenciais do ensino fundamental da rede municipal de Ribeirão Preto, previstas para retornar em 8 de fevereiro, foram adiadas para 1º de março, juntamente com a educação infantil. A decisão, segundo o secretário municipal de Educação, Felipe Elias Miguel, foi tomada por prudência, em virtude da fase vermelha do Plano São Paulo em que a cidade se encontrava.
Motivos do Adiamento e Medidas de Segurança
O adiamento, justificado pelo secretário, visa garantir a segurança dos alunos e profissionais da educação. A medida permite manter os 200 dias letivos previstos, antecipando três semanas de recesso escolar. Para o retorno, estão previstas medidas como medição de temperatura, limitação da ocupação do transporte escolar (50%), distanciamento entre carteiras nas escolas (com até 35% da capacidade presencial) e divisão dos alunos em grupos (A, B e C). O primeiro bimestre será opcional aos pais, com atividades de revisão do ano anterior.
Opiniões e Processo de Decisão
A decisão de adiar o retorno presencial gerou debates entre professores, pais e entidades como o sindicato e o Conselho Municipal de Educação, com opiniões divergentes sobre a segurança do retorno imediato. Apesar de 74% dos pais, segundo pesquisa, desejarem a volta às aulas presenciais, a avaliação da situação da pandemia e a necessidade de manter o calendário escolar levaram à decisão de adiamento. O secretário ressaltou a importância do retorno presencial para a rotina e o aprendizado dos alunos, com ajustes ao longo do ano conforme a evolução da pandemia.
Fiscalização e Merenda Escolar
A fiscalização dos protocolos sanitários nas escolas será realizada pela Secretaria Municipal da Educação, em conjunto com a Secretaria da Saúde, por meio da vigilância sanitária. Quanto à merenda escolar, a decisão foi de não abrir as escolas em fevereiro para oferecer o serviço, priorizando o controle da pandemia. O ano letivo manterá os 200 dias letivos, com ajustes no calendário de recessos, garantindo uma semana de férias escolares em julho.



