Segundo Sandro Scarpelini, situação mais grave é em relação aos clínicos gerais; especialidade está em falta no município
A cidade de Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise na saúde pública, marcada pela falta de médicos e problemas estruturais. A situação veio à tona após a morte de Juliano Machado, de 40 anos, em frente a uma unidade de saúde, devido à ausência de médico no local.
Falta de Médicos: Um Problema Crônico
A falta de profissionais de saúde é generalizada, afetando todas as regiões da cidade. O secretário municipal de saúde, Samis Karpelim, confirmou a escassez, com destaque para a falta de mais de 40 clínicos gerais. Apesar do número significativo de médicos formados anualmente em Ribeirão Preto (280), apenas uma pequena porcentagem (15%) escolhe a clínica geral como especialidade.
Condições de Trabalho e Obstáculos à Contratação
Médicos relatam que as precárias condições de trabalho na rede pública de saúde contribuem para o afastamento dos profissionais. A demora na obtenção de resultados de exames, como o hemograma, é um exemplo dos desafios enfrentados. A Secretaria de Saúde busca alternativas, como a criação de organizações sociais para contratação de médicos, mas enfrenta obstáculos devido ao limite de gastos com folha de pagamento, que já consome 64% do orçamento da saúde.
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Propostas e Desafios
O Conselho Regional de Medicina (Cremesp) de Ribeirão Preto aponta que a mudança no modelo de contratação de profissionais pode melhorar o atendimento, mas ressalta a necessidade de resolver outras questões. A prefeitura afirma que a situação exige estudos aprofundados. Enquanto isso, a cidade aguarda a entrega de novas ambulâncias, em uma tentativa de amenizar os problemas do sistema de saúde.



