Caso termine a medicação, os pacientes entram para a Cross e podem receber atendimento em outras regiões do estado
A cidade de Ribeirão Preto enfrenta uma situação crítica em relação à pandemia de Covid-19. O número de mortes em domicílio em abril de 2022 já supera o registrado em todo o ano passado, indicando uma sobrecarga no sistema hospitalar. A estrutura hospitalar está próxima do colapso, com índices de ocupação de leitos de UTI acima de 90%.
Mortes em Domicílio: Um Cenário Preocupante
O aumento significativo de óbitos em casa não significa necessariamente que as pessoas morreram esperando por uma vaga em CTI. Muitos pacientes com Covid-19, especialmente aqueles em cuidados paliativos ou com doenças preexistentes graves, faleceram em casa, optando por um conforto final em vez de uma internação que poderia prolongar o sofrimento. A comparação com dados do ano passado deve levar em conta o aumento geral de casos e óbitos na cidade em 2022.
Sistema Hospitalar Sobrecarregado e Falta de Recursos
A alta taxa de ocupação de leitos de UTI, próxima a 92%, é um reflexo da gravidade da situação. A falta de kits de intubação agrava o problema, com o município dependendo de repasses do governo federal e enfrentando dificuldades devido a requisições administrativas de medicamentos por parte do governo federal, comprometendo o fornecimento para Ribeirão Preto. A falta desses recursos impacta diretamente na capacidade de manter os leitos abertos e oferecer tratamento adequado aos pacientes.
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Vacinação: Avanços e Desafios
Apesar do avanço na vacinação, ainda há desafios. Há um grande número de profissionais da saúde (11 mil) aguardando vacinação, além de atrasos e problemas de comunicação e alinhamento de dados entre os governos estadual e municipal, afetando o agendamento de profissionais da educação, principalmente da rede privada.
A situação em Ribeirão Preto exige uma ação coordenada e eficiente entre os governos federal, estadual e municipal para garantir o fornecimento de recursos essenciais, como medicamentos e vacinas, e para fortalecer a estrutura hospitalar. A transparência na divulgação de dados e a comunicação clara com a população são fundamentais para enfrentar esse momento crítico.


