Atividades na creche Raimundo Cordeira foram suspensas; Homero Rosa Júnior traz detalhes das ações de combate
Franca enfrenta surto de síndrome mão-pé-boca em escola municipal
Suspensão das aulas e higienização
As aulas na Escola Cresce Raimundo Cordeiro, localizada no Residencial Paraíso em Franca, foram suspensas até segunda-feira devido a um surto de síndrome mão-pé-boca. Catorze crianças foram diagnosticadas com a doença, que afeta principalmente menores de cinco anos. Como medida preventiva, a Secretaria da Educação decidiu suspender as aulas para todos os 190 alunos da escola e realizar uma higienização completa das instalações.
Entendendo a síndrome mão-pé-boca
Em entrevista à CBN, o diretor da Vigilância Sanitária de Franca, Homero Rosa Jr., explicou que a síndrome mão-pé-boca é causada por um vírus que, embora geralmente leve e autolimitado (com duração de cerca de uma semana), apresenta-se atualmente com alta taxa de transmissão na cidade. A doença manifesta-se por meio de feridas na boca, mãos e pés, além de febre e mal-estar. A gravidade aumenta em crianças menores, devido ao seu sistema imunológico em desenvolvimento.
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Prevenção e medidas de controle
Não existe vacina específica para a síndrome mão-pé-boca. A prevenção concentra-se em medidas de higiene, como lavagem frequente das mãos, uso de máscaras (embora não recomendado de forma generalizada em creches), e evitar o contato físico próximo. O diretor da Vigilância Sanitária destaca a importância de medidas como a higienização completa da escola e a suspensão das aulas para controlar a disseminação do vírus, que já afeta outras escolas da cidade, embora em menor proporção. A Secretaria da Saúde acompanha os casos individualmente, oferecendo atendimento médico às crianças afetadas. A preocupação com a baixa cobertura vacinal contra pólio na cidade (4.300 crianças sem a dose da vacina) também foi levantada, reforçando a importância da vacinação infantil.
O surto de síndrome mão-pé-boca em Franca demonstra a necessidade de atenção constante às medidas de higiene e vacinação para prevenir a propagação de doenças, especialmente em ambientes com crianças pequenas. A rápida ação da Secretaria da Educação e da Vigilância Sanitária em implementar medidas de controle contribui para mitigar os efeitos do surto e proteger a saúde das crianças.



