Sandro Scarpelini disse que, se houve má conduta, os órgãos especializados investigarão
Após protestos por falhas no atendimento e a morte de um bebê de sete meses na UBS do Quintino, em Ribeirão Preto, a situação na unidade de saúde aparenta mais calma, mas as reclamações persistem.
Atendimento precário e falta de humanização
Apesar da aparente tranquilidade, muitos pacientes relatam demora e falta de humanização no atendimento. Médicos são acusados de não olharem para os pacientes e de darem diagnósticos superficiais, prescrevendo medicamentos sem um exame mais detalhado. Pacientes relatam esperas de até três horas para atendimento, e a falta de um diagnóstico preciso os obriga a retornar à unidade, prolongando o sofrimento e o tempo de espera.
Investigação da morte do bebê e temor pela segurança dos funcionários
A morte do bebê Lorenzo, que sofria de anemia falciforme, após atendimento na UBS do Quintino e na UPA da 13 de Maio, gerou protestos e investigações. A família alega negligência médica, enquanto o secretário de saúde afirma que não houve negligência, embora admita uma dúvida sobre a conduta de um médico no sábado pela manhã, quando a criança recebeu uma injeção, segundo a família, errada. O caso foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina (Cremesp) para apuração. Funcionários da UBS relatam temor pela própria segurança após os protestos, que incluíram desmaios de pacientes no meio do tumulto.
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Necessidade de melhorias e perspectivas futuras
Além das questões relacionadas à morte do bebê e aos protestos, a unidade enfrenta problemas estruturais, que precisam de reformas. Embora o secretário de saúde reconheça a necessidade de melhorias na estrutura física, ele discorda das reclamações sobre o atendimento. A população, no entanto, continua a demandar um atendimento mais humanizado e eficiente, com redução do tempo de espera e diagnósticos mais precisos. A busca por soluções para melhorar a qualidade do atendimento na UBS do Quintino e garantir a segurança dos funcionários segue em aberto.



