Scarpelini disse que a cidade está sendo penalizada pelo colapso de outros municípios; pacientes de fora representariam até 10%
Ribeirão Preto permanece na fase laranja do Plano São Paulo, apesar de ter regredido para a fase vermelha segundo os critérios estaduais. A decisão da prefeitura municipal de manter as regras da fase laranja gerou debates e questionamentos.
Análise dos Dados e Indicadores
Segundo dados apresentados pela Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto, a cidade apresenta indicadores em tendência de queda em diversos parâmetros, como ocupação de leitos, número de internações e óbitos. Mesmo aplicando os critérios do Plano São Paulo, a cidade se manteria em estágios entre amarelo e laranja, demonstrando uma melhora em relação à semana anterior. A redução na média móvel de casos novos, há pelo menos 15 dias, reforça essa tendência positiva.
Discrepância entre Critérios Estaduais e Municipais
A principal divergência reside na interpretação dos dados. O Estado de São Paulo utiliza dados de toda a região, enquanto a análise de Ribeirão Preto se concentra apenas em seus indicadores locais. A prefeitura argumenta que a exclusão de uma margem de 2,5% prevista no decreto estadual, que considerava uma margem de flexibilidade, influenciou na classificação da cidade para a fase vermelha. A prefeitura considera que os 5 a 10% de casos externos à cidade não deveriam ser considerados na avaliação local.
Leia também
Planejamento e Impacto da Mudança de Regras
A constante mudança nas regras do Plano São Paulo dificulta o planejamento das ações de saúde em Ribeirão Preto. A alteração dos parâmetros e critérios de classificação semanalmente impacta na definição de metas e objetivos, afetando, por exemplo, a organização da vacinação. A falta de previsibilidade na entrega de vacinas também compromete a programação da imunização, como demonstrado pela suspensão da vacinação no fim de semana.
A cidade segue, portanto, na fase laranja, com a prefeitura justificando a decisão com base em seus próprios dados e indicadores locais, apesar da classificação estadual indicar a fase vermelha. A situação demonstra o desafio de conciliar as estratégias estaduais com as necessidades e realidades locais no enfrentamento da pandemia.



