Pais e tutores protestam contra a redução para meio período das atividades da escola; ouça a entrevista com Felipe Elias Miguel
Pais de alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil Professor Doutor Rúria Coral Ferreira Santos, localizada no bairro Itorrigom (zona norte de Ribeirão Preto), iniciaram uma coleta de assinaturas para evitar a suspensão do ensino integral na unidade a partir de 2024. A decisão, anunciada pela diretoria da escola, surpreendeu as famílias que dependem desse sistema.
Mobilização e Preocupações
A mobilização começou na entrada da escola, com pais buscando assinaturas para o abaixo-assinado. Stephanie Perez, dona de casa e uma das organizadoras, explicou que a medida visa proteger o período integral nas etapas 1 e 2, pois muitas famílias seriam prejudicadas pela sua retirada. Ela destacou a falta de alternativas para cuidar das crianças durante o dia inteiro, uma vez que muitas mães trabalham em período integral. A preocupação se estende ao aspecto pedagógico e social, já que as crianças, muitas de baixa renda, utilizam a escola também como local de alimentação e convívio social. O medo é de que, sem o ensino integral, as crianças fiquem expostas à vulnerabilidade social.
A Perspectiva da Prefeitura
Em entrevista à CBN, o secretário municipal de Educação, Felipe Lias Miguel, esclareceu a situação. Ele explicou que o município garante vagas para todas as crianças em idade obrigatória (pré-escola, a partir dos 4 anos), mas o ensino integral na pré-escola não é oferecido a todas as crianças devido a limitações de recursos e espaço físico. O secretário anunciou a implementação de um novo currículo para o ensino integral da pré-escola, com mais horas letivas e atividades como aulas de arte e inglês. Ele afirmou que a prefeitura está reavaliando a situação de cada escola, considerando a demanda e a possibilidade de oferecer o ensino integral em cada unidade. Casos específicos, como o da Escola Rúria Coral Ferreira Santos, serão analisados individualmente, buscando soluções que atendam às necessidades das famílias.
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A Secretaria de Educação irá avaliar a demanda por vagas de ensino integral e a capacidade de cada escola em oferecer esse sistema, buscando atender prioritariamente famílias monoparentais, mães que trabalham, e crianças em situação de vulnerabilidade. A expectativa é que, até o final de novembro, haja uma definição sobre a oferta do ensino integral para o ano letivo de 2024.



