Lucas Souza afirma que a cidade tem índices estáveis e que correspondem às fases mais flexíveis
A cidade de Franca, no interior de São Paulo, enfrenta mais uma vez a incerteza imposta pelas mudanças de fase no Plano São Paulo. Após um período na fase laranja, com recuperação econômica e ampliação de leitos de UTI, a cidade foi surpreendida com o retorno à fase vermelha, medida aplicada a todo o estado.
Reação da Prefeitura
A prefeitura de Franca contestou veementemente a decisão estadual, alegando que os números da cidade não justificam o retorno à fase vermelha. Segundo o secretário municipal de Saúde, Lucas Souza, Franca tem investido em ampliação de leitos de UTI, adotado medidas restritivas e ampliado a porta de entrada de urgência. A taxa de ocupação de leitos de UTI na região de Franca está em torno de 62% a 63%, enquanto a taxa no município fica em torno de 60% a 61%. Para a prefeitura, os critérios utilizados pelo governo estadual para a reclassificação são inconsistentes e desconsideram os esforços locais.
Ações Legais e Negociações
Diante da situação, a prefeitura de Franca decidiu recorrer à justiça para contestar a decisão do governo estadual. O município argumenta que seus números epidemiológicos, incluindo taxa de ocupação de UTI, taxa de transmissão e taxa de letalidade, demonstram que a cidade preenche os requisitos para permanecer na fase laranja. Paralelamente à ação judicial, a prefeitura pretende dialogar com o governo estadual e o Ministério Público para buscar um consenso que evite prejuízos à cidade.
Desafios e Perspectivas
A possibilidade de Franca receber pacientes de outras regiões do estado, como ocorreu em outras cidades, também é um ponto de atenção. Embora a regulação de leitos seja estadual, a prefeitura questiona se o processo está respeitando as referências regionais e se Franca está sendo sobrecarregada desproporcionalmente. A expectativa é de que a prefeitura continue a lutar pela manutenção da fase laranja, baseada em seus dados epidemiológicos e na busca de um diálogo construtivo com as instâncias estaduais e judiciais. A decisão final dependerá da resposta da justiça e do resultado das negociações com o governo estadual.



