Entre os fatores que influenciaram o aumento dos incêndios está a geografia da cidade e a estiagem
A cidade de Morro Agudo, interior de São Paulo, enfrenta uma onda de incêndios que preocupa as autoridades. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o município foi o que mais registrou queimadas na última semana no estado, com 31 ocorrências desde quinta-feira passada apenas em grandes áreas. O número real pode ser ainda maior, pois focos menores não são sempre detectados por satélites.
Fatores que contribuem para os incêndios
A geografia e a estiagem são fatores que contribuem para o alto número de incêndios em Morro Agudo. Sendo a segunda maior cidade do estado em extensão territorial, a maior parte de sua área é cultivável, o que torna o município mais suscetível a esse tipo de evento. Os dias quentes e secos agravam ainda mais a situação.
Ação da Defesa Civil e prejuízos
A Defesa Civil de Morro Agudo, em conjunto com a prefeitura e empresas parceiras, agiu rapidamente para controlar os incêndios e evitar que atingissem áreas residenciais e urbanas. Apesar do sucesso no combate às chamas, muitas pequenas propriedades rurais foram afetadas. A extensão total dos danos ainda está sendo avaliada, mas há relatos de prejuízos em lavouras e queda de energia, com cerca de 40 postes queimados. A CPFL, companhia de energia, deslocou 11 equipes de outras regiões do estado para restabelecer o fornecimento de energia, o que foi concluído em dois dias.
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O secretário de governo e membro da Defesa Civil de Morro Agudo, Rogério Chiarotti, destaca a parceria com usinas, bombeiros e cidades vizinhas para o combate aos incêndios. A rápida comunicação e a cooperação entre as entidades foram essenciais para minimizar os danos. A prefeitura decretou estado de calamidade pública para conseguir recursos e auxiliar os agricultores atingidos, principalmente os pequenos produtores. Um novo poço artesiano garante o abastecimento de água na cidade. A CPFL se comprometeu a doar mudas de árvores para auxiliar na recuperação da vegetação. Apesar dos esforços, a conscientização da população sobre os riscos de incêndios continua sendo um desafio.



