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Secretário de Planejamento afirma que Ribeirão tem 96 ocupações irregulares

Cerca de 11 mil famílias vivem em condições irregulares; grupo protestou em frente ao Palácio Rio Branco contra as reintegrações
ocupações irregulares
Cerca de 11 mil famílias vivem em condições irregulares; grupo protestou em frente ao Palácio Rio Branco contra as reintegrações

Cerca de 11 mil famílias vivem em condições irregulares; grupo protestou em frente ao Palácio Rio Branco contra as reintegrações

Manifestantes protestam contra reintegrações de posse em Ribeirão Preto

Ato público cobra diálogo com prefeito

Na manhã desta quarta-feira, cerca de 100 pessoas realizaram um protesto em frente à Prefeitura de Ribeirão Preto contra as reintegrações de posse em diversas comunidades da cidade. Os manifestantes, que se reuniram a partir das 8h, cobraram mais moradias populares e um diálogo com o prefeito, ausente por estar em São Paulo.

Preocupação com famílias atingidas

Edison Luiz Borges, morador da comunidade da Paz, no Jardim Helena, reclamou da falta de comunicação por parte da prefeitura. Agnaldo Alves Pinheiro, líder da comunidade Sete Curvas, no Ipiranga, destacou a incerteza sobre o futuro das famílias após as reintegrações. Os manifestantes permaneceram no local até as 10h30, realizando uma caminhada pelas ruas do centro da cidade, sempre acompanhados pela Polícia Militar e Guarda Civil, sem registro de conflitos.

Posicionamento da prefeitura e próximos passos

O advogado Bruno César Castro, da Comissão de Direitos Humanos da OAB, acompanhou o protesto e pediu a suspensão das ações de reintegração até que a prefeitura apresente um plano para as famílias atingidas. O secretário de Planejamento, Edson Ortega, informou que 49 das 96 ocupações regulares na cidade serão regularizadas pelo Programa de Regularização Fundiária do Município. As demais, localizadas em áreas imprópripicas, aguardam soluções judiciais. Ortega afirmou que a prefeitura possui um levantamento de áreas para realocação, mas não garantiu se as reintegrações ocorrerão antes ou depois da definição dessas áreas. Para as ocupações mais recentes, a justiça é a responsável pela definição das reintegrações de posse. A prefeitura apenas cumpre as determinações judiciais e atua na fiscalização e remoção imediata de novas invasões.

O protesto demonstra a preocupação da população com a falta de moradia e a necessidade de diálogo entre a prefeitura e as comunidades afetadas pelas reintegrações de posse. A situação exige soluções urgentes e um planejamento adequado para garantir os direitos das famílias envolvidas.

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