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Secretário de Ribeirão afirma que os atendimentos em saúde adiados no começo da pandemia precisam ser realizados

'Concorrência' entre leitos convencionais e Covid-19 tem interferido na abertura de mais unidades de tratamento intensivo
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'Concorrência' entre leitos convencionais e Covid-19 tem interferido na abertura de mais unidades de tratamento intensivo

‘Concorrência’ entre leitos convencionais e Covid-19 tem interferido na abertura de mais unidades de tratamento intensivo

A cidade de Ribeirão Preto enfrenta uma situação preocupante com o aumento de casos de coronavírus e a consequente alta na ocupação de leitos hospitalares. A criação de novos leitos tem sido crucial, mas enfrenta desafios significativos.

Novos Leitos e seus Desafios

Em apenas um dia, foram criados 12 novos leitos de UTI na cidade, totalizando 228 leitos entre hospitais públicos e privados. Apesar disso, a abertura de novos leitos esbarra na escassez de recursos humanos e equipamentos. Muitos profissionais de saúde estão exaustos, e há falta de respiradores e outros equipamentos essenciais, alguns danificados por serem importados e não haver manutenção adequada no Brasil. Hospitais como o Santa Lida estão chegando ao limite físico de sua capacidade de atendimento.

A Crise de Recursos Humanos e Equipamentos

A falta de profissionais de saúde capacitados para lidar com casos graves de COVID-19 é uma das maiores preocupações. Muitos profissionais recém-contratados não possuem o treinamento necessário, aumentando o risco de infecção. A redução de leitos de UTI após a primeira onda da pandemia se deve, em parte, à necessidade de retomar outros atendimentos médicos que foram interrompidos durante o pico da crise. A diminuição de cirurgias e outros procedimentos médicos eletivos no ano passado gerou um represamento de casos que atrásra exigem atenção.

O desmonte de leitos de UTI após a primeira onda também está relacionado à mudança no financiamento do Ministério da Saúde, que reduziu o suporte financeiro para esses leitos. Atualmente, a abertura de novos leitos tem sido financiada pelo Estado de São Paulo, e não pelo Ministério da Saúde, como ocorria anteriormente.

Medidas Restritivas e o Futuro

O secretário municipal de saúde, Sandro Scarpellini, afirma que não há informações antecipadas sobre medidas restritivas mais incisivas que o Estado de São Paulo possa anunciar. Embora a possibilidade de um lockdown seja discutida, a decisão final dependerá do governo estadual. A abertura de novos leitos é vista como uma medida paliativa, enquanto a vacinação é apontada como a solução definitiva para o controle da pandemia. A rápida ocupação dos novos leitos demonstra a urgência da situação e a necessidade de medidas eficazes para conter o avanço da doença.

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