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Secretário de Saúde de Ribeirão Preto comenta contratação de médicos estrangeiros

Stênio Miranda conversou com a CBN Ribeirão
Contratação de médicos estrangeiros
Stênio Miranda conversou com a CBN Ribeirão

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O secretário de Saúde de Ribeirão Preto, Contratação de médicos estrangeiros, Estênio Miranda, avaliou positivamente o anúncio do governo federal sobre a abertura de 35 mil vagas para médicos em todo o Brasil. Segundo ele, a medida é importante para suprir a carência de profissionais no sistema de saúde, uma deficiência que se manifesta de forma mais acentuada em algumas regiões do país, mas que também afeta a cidade de Ribeirão Preto.

Estênio Miranda destacou que as universidades brasileiras não têm formado médicos em número suficiente para atender à demanda crescente do sistema de saúde. Ele ressaltou ainda que a vinda de médicos formados em outras regiões do Brasil e no exterior pode trazer contribuições positivas, Contratação de médicos estrangeiros, principalmente pela diversidade cultural e de práticas médicas que esses profissionais podem oferecer.

Desafios estruturais do Sistema Único de Saúde

O secretário apontou que a ampliação do número de médicos, embora necessária, não resolve todos os problemas enfrentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele classificou essa medida como uma solução emergencial, destacando que o SUS, que completou 23 anos, enfrenta dificuldades estruturais que ameaçam sua viabilidade a longo prazo.

Entre os principais desafios mencionados estão a insuficiência de profissionais formados para suprir a demanda, o corporativismo e a defesa de interesses segmentados que prejudicam o interesse público, a desvalorização ideológica do sistema público de saúde e o financiamento insuficiente para cobrir todas as necessidades da população.

Falta de especialistas e formação de clínicos gerais em Ribeirão Preto: De acordo com Estênio Miranda, a maior dificuldade local está na formação de médicos clínicos gerais, profissionais que precisam ter um conhecimento amplo para atender a diversas áreas da medicina. O secretário criticou a tendência das universidades de direcionar os estudantes para superespecialidades, muitas vezes sem mercado de trabalho suficiente, o que leva especialistas a atuarem como clínicos gerais sem a preparação adequada.

Ele reforçou que essa deficiência na formação de médicos generalistas compromete a capacidade de diagnóstico e tratamento da maioria das doenças tanto na rede pública quanto na privada. A falta de clínicos gerais adequadamente preparados impacta diretamente a qualidade do atendimento e a eficiência do sistema de saúde.

Perspectivas para o SUS e cuidados necessários

Apesar dos desafios, Estênio Miranda ressaltou a importância de preservar o SUS como um sistema universal, gratuito e equitativo, que é referência mundial. Ele alertou para a necessidade de enfrentar os gargalos estruturais e garantir um financiamento adequado para manter a qualidade e a abrangência do atendimento à população.

O secretário enfatizou que a ampliação do número de médicos deve ser acompanhada de medidas complementares para garantir a sustentabilidade do SUS. Entre essas medidas, destacam-se a formação adequada de clínicos gerais, o combate ao corporativismo e às questões ideológicas que desvalorizam o sistema público, além da busca por recursos financeiros suficientes para atender às demandas do setor.

Informações adicionais

O anúncio do governo federal prevê a criação de 35 mil vagas para médicos, mas não foram divulgados detalhes sobre a distribuição regional dessas vagas, os critérios para seleção dos profissionais ou o prazo para implementação da medida. A carência de médicos no Brasil é um problema antigo e complexo, que envolve fatores como a formação acadêmica, a distribuição desigual dos profissionais entre regiões e a infraestrutura disponível para atendimento.

Em Ribeirão Preto, a situação reflete os desafios nacionais, com a necessidade de fortalecer a formação de médicos generalistas para garantir um atendimento mais abrangente e eficiente. A atuação integrada entre universidades, gestores públicos e entidades da saúde é fundamental para superar essas dificuldades e assegurar a continuidade do SUS como um sistema de saúde público de qualidade.

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