Sem as unidades, cidade tem perdido R$ 15 milhões por ano de repasse do Governo Federal
Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise na saúde, com apenas uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em funcionamento, a da 13 de Maio, enquanto outras três deveriam estar abertas. A situação foi debatida na Câmara Municipal, onde o secretário de Saúde, Sandro Scarpellini, explicou os entraves para a abertura das unidades restantes.
UPAs Paralisadas: Um Complexo Jogo de Empates
A UPA do Sumarezinho, entregue há dois anos, permanece fechada devido a entraves burocráticos e falta de recursos para contratação de profissionais, situação que ultrapassaria o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. A tentativa de convênio com a USP foi barrada pelo Tribunal de Contas, gerando um impasse jurídico que impede novos convênios, necessários para viabilizar a UPA, que demandaria cerca de R$ 1,8 milhão mensais.
Obras Incompletas e Novos Projetos
A UPA da zona norte (Quintino Simione) está com as obras paralisadas pela metade, necessitando de R$ 1,5 milhão para sua conclusão – verba não destinada pela gestão anterior. Apesar disso, a Prefeitura anunciou o início da construção da UPA Sul, na Vila Virgínia, com um custo de R$ 3 milhões. Esta nova UPA, segundo Scarpellini, difere das demais devido à falta de planejamento da gestão passada, que inclusive resultou na perda de R$ 380 mil em investimentos iniciais. A construção da UPA Sul depende da aprovação de recursos do Ministério da Saúde.
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Prejuízos Financeiros e Impacto na Saúde Pública
A falta de UPAs em funcionamento acarreta um prejuízo estimado em R$ 15 milhões anuais em repasses do governo federal, conforme afirmado pelo vereador Luciano Mega. Cada UPA em funcionamento receberia R$ 500 mil mensais, e a otimização do atendimento com as três UPAs em funcionamento geraria um impacto positivo significativo na saúde pública da cidade, melhorando a qualidade do atendimento e reduzindo as filas de espera.