Carlos Salomão não foi encontrado desde o crime; situação parecida com a de um motoboy que teria espancado o namorado de sua ex
Dois suspeitos de crimes ocorridos na semana passada na região de Ribeirão Preto continuam foragidos. O primeiro caso envolve Francisco Machado Fortuna, Segue foragido o empresário suspeito de, que foi espancado e permanece internado na ala vermelha do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Segundo familiares, ele apresenta melhora e os médicos planejam reduzir sedativos para avaliar sua reação ao tratamento. O agressor, identificado como Daniel Valeriano de Brito, de 40 anos, está foragido. A motivação do crime seria ciúmes relacionados ao novo relacionamento da ex-mulher de Daniel com Francisco. O caso foi enquadrado como tentativa de homicídio, e na última sexta-feira foi expedido um mandado de prisão preventiva contra Daniel.
Atualização sobre o segundo caso
O segundo caso envolve o assassinato de Rogério Salomão e sua advogada, Lílian Jorge, em um galpão de supermercados em Jardinópolis. O crime foi motivado por uma disputa de herança entre irmãos da família Salomão. O principal suspeito é Carlos Salomão, que possui um mandado de prisão temporária válido por 30 dias e está foragido.
Aspectos legais dos mandados de prisão: O advogado e professor de direito da USP, Daniel Pacheco, explicou que a prisão temporária tem prazo determinado, geralmente de até 30 dias, podendo ser prorrogada uma vez. Já a prisão preventiva não possui prazo definido. Segundo ele, quando o suspeito está foragido, há tendência de o Ministério Público solicitar a prisão preventiva, e o juiz tende a concedê-la. A lei prevê consequências progressivas conforme a situação do réu se agrava.
Possibilidade de júri popular: Daniel Pacheco também comentou que ambos os casos, envolvendo homicídio tentado e consumado, são dolosos (intencionais contra a vida) e, portanto, devem ser julgados por júri popular no Brasil.
Informações adicionais
Até o momento, os dois homens procurados não apresentaram advogados à polícia ou à imprensa. As autoridades continuam acompanhando os casos na região.



