CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segue preso o PM que matou um comerciante depois de um tiro na cabeça durante abordagem em Orlândia

Câmera de segurança mostra o momento do disparou e a ação de outros agentes que agrediram o irmão da vítima
Segue preso o PM que matou
Câmera de segurança mostra o momento do disparou e a ação de outros agentes que agrediram o irmão da vítima

Câmera de segurança mostra o momento do disparou e a ação de outros agentes que agrediram o irmão da vítima

Na madrugada desta quarta-feira, Segue preso o PM que matou um comerciante depois de um tiro na cabeça durante abordagem em Orlândia, um comerciante de 27 anos, João Victor Moura Hangon, foi morto com um tiro na cabeça durante uma abordagem policial na cidade de Orlândia, região de Ribeirão Preto. O caso ocorreu após uma perseguição policial que durou cerca de 45 minutos e gerou grande repercussão e polêmica na região.

De acordo com o boletim de ocorrência, João Victor conduzia um veículo modelo Ford Focus e não obedeceu à ordem de parada da Polícia Militar, o que motivou a perseguição. O trajeto da fuga passou pelas cidades vizinhas de Sales Oliveira, Morro Agudo e São Joaquim da Barra, antes de retornar para Orlândia. No carro, além de João Victor, estava seu irmão Gabriel Henrique de Moura Hangon, de 24 anos.

Relato da família sobre a fuga

Gabriel Henrique afirmou que a dupla fugiu por medo de uma possível abordagem policial. Segundo ele, eles estavam levando reciclados para uma cooperativa quando perceberam a aproximação da polícia e decidiram não parar, temendo que a abordagem resultasse em problemas. Gabriel relatou que, durante a fuga, a polícia pediu reforço e que, ao tentar entrar em uma rua próxima à residência da família, foram cercados por várias viaturas da Polícia Militar.

Detalhes da abordagem e do disparo: Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o veículo foi cercado na Avenida 4, região central de Orlândia. Nas imagens, é possível observar que um copo de bebida foi arremessado do lado do motorista. Pouco depois, o cabo da Polícia Militar Arturo Filgueiras Cintra, de 28 anos, efetuou um disparo que atingiu a cabeça de João Victor. Ele foi socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital.

Durante a abordagem, Gabriel Henrique foi retirado do carro com força e chegou a ser agredido com chutes enquanto estava no chão, conforme relato dele. A arma do cabo Arturo foi apreendida, e ele foi preso em flagrante. As imagens também mostraram que uma viatura da Polícia Militar e uma caminhonete colidiram contra um coqueiro na calçada após serem estacionadas.

Versão da família sobre o consumo de bebida: A mãe de João Victor, Lucy Lene, afirmou que o filho fugiu porque estava consumindo bebida alcoólica dentro do carro, mas negou que ele estivesse sob efeito de drogas ou que estivesse transportando entorpecentes. Segundo ela, João Victor costumava beber moderadamente e carregava um copo de bebida no veículo. Lucy Lene criticou a ação dos policiais e pediu justiça, afirmando que o filho foi morto injustamente e que o policial responsável deveria ser punido.

Posicionamento da Polícia Militar: Em entrevista concedida no fim da manhã, o major Elder, porta-voz da Polícia Militar, informou que o caso está sendo investigado pela corregedoria da corporação e registrado como resistência e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial. O major afirmou que a abordagem seguiu os protocolos da PM e que o motivo do disparo ainda é desconhecido.

“No momento da abordagem do veículo, foi realizada a mobilização na via e a tentativa de abordagem e vistoria dos ocupantes para verificar o motivo da não parada. Durante a ação, houve um encontro entre policiais e ocupantes do veículo e, por razões ainda a serem esclarecidas, ocorreu um disparo. As imagens não esgotam o assunto e a investigação será aprofundada”, declarou o major Elder.

O major também mencionou que, apesar de nada ilícito ter sido encontrado no veículo após a abordagem, não é possível afirmar que nada tenha sido descartado durante a perseguição, que durou cerca de 45 minutos.

O cabo Arturo Filgueiras Cintra prestou depoimento até o início da tarde e está sendo ouvido na delegacia de São Joaquim da Barra, acompanhado de advogado, conforme determina a lei. A audiência de custódia ainda não teve atualização divulgada.

Informações adicionais

O caso segue sob investigação, com a participação da corregedoria da Polícia Militar e da polícia civil local. A família será ouvida para fornecer mais detalhes, assim como outras testemunhas. A Polícia Militar expressou condolências à família e afirmou que a preservação da vida é prioridade da instituição, lamentando o desfecho fatal da ocorrência.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.