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Seguem desaparecidos os três jovens de São Joaquim da Barra que se afogaram em cachoeira em Nuporanga

Fernando Andrade, Tenente dos Bombeiros, afirma que o Rio Sapucaí é muito turvo e com forte correnteza
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Fernando Andrade, Tenente dos Bombeiros, afirma que o Rio Sapucaí é muito turvo e com forte correnteza

Fernando Andrade, Tenente dos Bombeiros, afirma que o Rio Sapucaí é muito turvo e com forte correnteza

Na manhã desta terça-feira, o Corpo de Bombeiros retomou as buscas por três jovens desaparecidos na Cachoeira dos Dourados, em Nuporanga. Anderson da Cruz Souza (22 anos), Luan Rodrigues do Nascimento (18 anos) e José Leomar Gomes da Silva (22 anos), moradores de São Joaquim da Barra, foram vistos pela última vez no domingo, quando foram levados pela correnteza.

Testemunha relata o ocorrido

Augusto Ferreira, primo de um dos jovens, estava com eles momentos antes do incidente e alertou sobre os perigos do local. Segundo Ferreira, Leomar insistia em ir até a parte mais funda da cachoeira, apesar dos avisos. Após se despedir do grupo, Ferreira recebeu uma ligação e retornou, mas os jovens já haviam sido levados pela água.

Dificuldades no resgate

A força da correnteza e a água turva dificultam o trabalho dos bombeiros mergulhadores. Apesar dos esforços, as buscas ainda não obtiveram sucesso. A Cachoeira dos Dourados é bastante procurada por turistas, especialmente em dias quentes, apesar de placas de alerta sobre o risco de afogamento terem sido instaladas pela Vigilância Sanitária de Nuporanga.

Recomendações de segurança

O Tenente Fernando Andrade, do Corpo de Bombeiros, destacou os perigos da Cachoeira dos Dourados, enfatizando a força da correnteza, a baixa visibilidade e a mudança constante do leito do rio. Ele recomendou que as pessoas procurem locais apropriados para banho, com salva-vidas e segurança, para evitar acidentes. O tenente alertou também para os perigos de cachoeiras em geral, ressaltando a importância de conhecer o local e estar ciente dos riscos, mesmo em locais aparentemente seguros. Em caso de afogamento, a recomendação é ligar para o 193 e, se possível, utilizar materiais flutuantes para auxiliar a vítima até a chegada do socorro, evitando colocar a própria vida em risco. A imprudência de tentar salvar alguém sem treinamento adequado pode resultar em mais vítimas, como possivelmente ocorreu neste caso.

As buscas pelos jovens continuam, e a tragédia serve como um alerta para a importância da segurança em locais com água corrente. A prevenção e o respeito às sinalizações são fundamentais para evitar acidentes e preservar vidas.

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