O médico infectologista Luiz Fernando Baqueiro explica o ciclo da sepse na coluna ‘CBN Saúde e Bem-Estar’
A sepse, infecção generalizada responsável por uma em cada cinco mortes no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde, ainda é desconhecida por mais de 80% dos brasileiros. Em 13 de setembro, Dia Mundial da Sepse, o médico infectologista Luiz Fernando Baqueiro Freitas esclarece dúvidas sobre a doença.
O que é Sepse?
A sepse é um conjunto de sinais e sintomas que o organismo apresenta em resposta a uma infecção. Essa resposta inflamatória desregulada causa danos graves, podendo levar à morte. Não se trata de um aumento de casos, mas sim de uma dificuldade de reconhecimento precoce devido à falta de estrutura em muitos hospitais para identificação da condição.
Prevenção e Fatores de Risco
Infecções virais, como gripe e COVID-19, podem facilitar infecções bacterianas subsequentes. O vírus danifica o sistema de proteção respiratória, permitindo que bactérias presentes no trato respiratório causem infecções mais graves. Manter um estilo de vida saudável, com alimentação adequada, exercícios físicos e boa hidratação, fortalece o sistema imunológico, tornando o organismo mais resistente a infecções. Hábitos como o tabagismo comprometem a imunidade e aumentam o risco de evolução para sepse, mesmo em casos de infecções aparentemente leves como um resfriado. Mudanças bruscas de umidade também favorecem a multiplicação de vírus.
Leia também
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico precoce é crucial para o tratamento eficaz da sepse. Devido à semelhança com outras doenças, o reconhecimento precoce pode ser desafiador. A conscientização sobre a sepse e a busca por informações são fundamentais para facilitar o diagnóstico. O tratamento envolve a administração de antibióticos, hidratação adequada e outras medidas de suporte, dependendo da gravidade do caso. Ações em hospitais e centros de saúde para implementar protocolos de reconhecimento precoce são essenciais para melhorar o prognóstico.



