Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
O Fórum de Ribeirão Preto foi palco de intensos depoimentos no caso da morte de Joaquim Ponte Marques. A mãe do menino, Natália, chegou primeiro, seguida por Guilherme Longo, vindo da penitenciária de Tremembé. Ao todo, 12 pessoas foram convocadas para prestar depoimento, incluindo a farmacêutica que vendeu a insulina, policiais envolvidos na investigação e o pai de Joaquim.
O Depoimento do Pai Biológico
Arthur Pais Marques, pai biológico de Joaquim, fez declarações contundentes durante seu depoimento. Ele expressou a dor de ver seu filho sendo, em suas palavras, “tratado como lixo” por Natália e Guilherme. Arthur afirmou que lutará até o fim por justiça e reiterou sua crença de que Natália teve participação na morte de Joaquim.
Estratégias da Defesa e Acusação
O advogado de Arthur, Alexandre Durante, enfatizou que apenas a confissão dos acusados poderia trazer novos elementos ao caso. Já o advogado de Natália, Natan Castelo Branco, defendeu a inocência de sua cliente, argumentando que não existem provas concretas contra ela e que o envolvimento emocional com o companheiro pode ter prejudicado seu julgamento. Antônio Carlos Oliveira, advogado de Guilherme Longo, insistiu que os depoimentos não trouxeram mudanças significativas e que o Ministério Público não conseguiu comprovar a materialidade do crime.
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Novos Fatos Apresentados
O promotor de Justiça Marcos Túlio Nicolino revelou que o depoimento de um policial trouxe à tona um fato importante: Guilherme não sentia apenas ciúmes de Joaquim. As provas indicam que Guilherme matou o menino com uma overdose de insulina, motivado pelo ciúme e pela dificuldade em lidar com os cuidados especiais que Joaquim, que era diabético, demandava. O promotor mencionou que Guilherme havia comentado sobre a dificuldade de lidar com o tratamento do menino, o que reforça a tese da acusação.
O caso Joaquim Ponte Marques segue em andamento, com novas testemunhas sendo ouvidas e a busca pela verdade continuando.



