Primeiro a ir para o banco dos réus é o ex-policial civil Ricardo José Guimarães
O julgamento do caso dos jovens Zenoche Oliveira Moura e Anderson-louis de Souza, executados em Ribeirão Preto há 21 anos, teve mais de 10 horas de depoimentos nesta segunda-feira. Testemunhas técnicas, incluindo um perito e um fotógrafo, foram ouvidas.
Manipulação de provas
O promotor Marcos Túlio Nicolino reforça a tese de execução, refutando a versão de troca de tiros apresentada pelo ex-policial civil Ricardo José Guimarães. Um ponto crucial é o relato do fotógrafo pericial, que afirma que as armas não estavam no local dos fatos quando chegou, tendo sido trazidas posteriormente pelo perito Sampaio. Isso indica a manipulação da cena do crime para simular uma troca de tiros, configurando uma falsa perícia.
Testemunhas revelam erros e farsa
Após 21 anos, testemunhas admitem erros nas provas e na atuação policial, expondo uma farsa. O depoimento de um perito e do delegado plantonista, que confiou na versão do delegado Sérgio Siqueira, destaca a fragilidade da investigação inicial. Este mesmo delegado, em retrospecto, afirma que, com as provas atuais, teria determinado a prisão em flagrante dos três investigadores envolvidos.
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Possível condenação e penas
Se condenado por todos os crimes, Ricardo José Guimarães pode receber mais de 100 anos de prisão. Além dele, o delegado Sérgio Salvador Siqueira e os investigadores Pedro Moret Jr. e Fernando Carrion Serrano, também serão julgados por participação no grupo de extermínio que atuou em Ribeirão Preto no final da década de 90. O caso demonstra a importância da revisão de provas e a busca por justiça, mesmo após um longo período.



