Na coluna ‘Oficina de Palavras’, o professor Luiz Puntel fala sobre os bebês que nascem sem o nome do pai no documento
No Dia dos Pais, uma reflexão sobre a paternidade no Brasil.
Ausência paterna em registros de nascimento
A cada dia, cerca de 500 crianças brasileiras são registradas apenas com o nome da mãe, segundo dados do portal da transparência do registro civil. Em uma semana, esse número chega a 3.500 bebês sem o nome paterno em suas certidões de nascimento. Este é um número alarmante que demonstra a realidade da falta de responsabilidade de muitos pais.
A dimensão do problema
Para visualizar a magnitude dessa situação, podemos fazer uma analogia: seriam necessários 350 berçários com capacidade para 10 bebês cada, apenas para abrigar as crianças registradas sem o nome do pai em uma semana. Esse número se repete semanalmente, mostrando a dimensão do problema. De janeiro a atrássto deste ano, foram registrados 110 mil bebês sem o nome do pai, um aumento de 5% em relação ao mesmo período do ano passado.
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Um apelo à responsabilidade paterna
A ausência paterna não se limita apenas ao registro civil. Ela se estende à falta de criação, educação, provisão e presença na vida dos filhos. Para aqueles pais que assumem suas responsabilidades, não apenas no papel, mas na prática, nossos parabéns. Que a paternidade seja celebrada não apenas em um dia, mas em todos os momentos da vida.