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Segundo uma avaliação do IPEA, 29% dos desempregados estão nessa situação há mais de dois anos no Brasil

Mesmo com o crescimento nas contratações com carteira assinada, a taxa de desemprego permanece alta; ouça no 'CBN Economia'
desemprego no Brasil
Mesmo com o crescimento nas contratações com carteira assinada, a taxa de desemprego permanece alta; ouça no 'CBN Economia'

Mesmo com o crescimento nas contratações com carteira assinada, a taxa de desemprego permanece alta; ouça no ‘CBN Economia’

Apesar do aumento nas contratações formais, a taxa de desemprego no Brasil permanece alta, com 29% dos desocupados buscando trabalho há mais de dois anos. Este dado, divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), revela a crônica falta de perspectiva para muitos brasileiros, mesmo com a diminuição dos efeitos da pandemia.

Salários baixos e desemprego prolongado

O economista Pedro Nascimento destaca que, embora haja crescimento nas contratações com carteira assinada, muitas vagas oferecem salários menores. Consequentemente, muitas pessoas aceitam empregos com menor remuneração do que antes, o que não reflete uma real recuperação do mercado de trabalho. A persistência do desemprego por longos períodos (mais de dois anos para 29% dos desocupados) indica que a economia ainda não se recuperou totalmente.

Consequências psicológicas e ciclo vicioso

O desemprego prolongado impacta não apenas a situação financeira, mas também a saúde mental dos trabalhadores. A frustração e a dificuldade em recolocação profissional geram desmotivação e até mesmo sentimento de incapacidade. Somado a isso, a alta inflação, a revisão para baixo do PIB (de 4,65% para 4,58%) e a falta de políticas públicas eficazes criam um ciclo vicioso: alta de juros para controlar a inflação reduz o poder de compra, encarece o crédito para empresas e dificulta novas contratações.

Confiança para 2022 e perspectivas futuras

A confiança do consumidor e dos empresários para 2022 está baixa. As empresas tendem a frear investimentos em ano eleitoral, impactando as contratações. As famílias, sentindo o impacto da inflação e da queda salarial, também reduzem o consumo. Apesar do cenário econômico desafiador, o avanço da vacinação é um ponto positivo, minimizado o impacto de novas variantes como a Ômicron. A expectativa é que a pandemia tenha menor impacto na economia em 2022, mas a recuperação econômica ainda enfrenta desafios significativos.

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