Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
Carlos Alencastre participa da primeira conferência nacional sobre segurança hídrica em Uberlândia e traz alertas importantes sobre as mudanças climáticas e seus impactos no Brasil.
Cenários Climáticos Alarmantes
As apresentações na conferência destacaram a urgência da questão climática. Simulações realizadas por programas de análise climática, um inglês e outro japonês, apontam para cenários preocupantes. O modelo japonês, mais otimista, projeta um aumento de 2 graus na temperatura média da Terra até 2100. Já o modelo inglês, mais pessimista, prevê um aumento drástico de até 8 graus.
Impactos na Temperatura e no Cotidiano
O aumento da temperatura média, mesmo no cenário mais otimista, teria impactos significativos. Em cidades como Ribeirão Preto, por exemplo, a temperatura média anual poderia subir de 25 para 27 graus. No cenário mais pessimista, essa média poderia chegar a 33 graus, com picos de até 50 graus no verão. Isso afetaria diretamente a saúde, o bem-estar da população e a agricultura.
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Reconfiguração da Agricultura Brasileira
As projeções indicam uma diminuição drástica das chuvas no Nordeste e um aumento no Sul do país. Essa mudança climática forçaria o deslocamento da agricultura, com a soja e o arroz perdendo espaço no Centro-Oeste. Um planejamento estratégico se torna essencial para mitigar esses impactos, mas, segundo Alencastre, o Brasil ainda não está preparado para enfrentar essa realidade.
O Futuro das Hidrelétricas
Os grandes projetos hidrelétricos, como Santo Antônio, Jirau e Belo Monte, não consideraram as projeções de escassez hídrica no Norte do país. Se as tendências climáticas se confirmarem, essas usinas poderão enfrentar um colapso na produção de energia, comprometendo o abastecimento nacional.
Diante dos desafios apresentados, a necessidade de ações preventivas e de adaptação se mostra cada vez mais urgente.



