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Seis das dez cidades com maior índice de incêndios em São Paulo são da nossa região

São elas: Altinópolis, Pitangueiras, Sertãozinho, Cajuru, Pedregulho, Pontal e Motuca; dados são do Inpe
Seis das dez cidades
São elas: Altinópolis, Pitangueiras, Sertãozinho, Cajuru, Pedregulho, Pontal e Motuca; dados são do Inpe

São elas: Altinópolis, Pitangueiras, Sertãozinho, Cajuru, Pedregulho, Pontal e Motuca; dados são do Inpe

A região de Ribeirão Preto, Seis das dez cidades, no interior do estado de São Paulo, enfrenta atualmente dois incêndios ativos, conforme atualização da Defesa Civil do Estado. Os focos estão localizados nos municípios de Pedregulho e Itirapuã, próximos a Franca. A situação preocupa autoridades e especialistas devido ao alto risco de propagação das chamas, agravado pelas condições climáticas adversas.

Até o fim da manhã desta segunda-feira, Seis das dez cidades, a Defesa Civil informou que nove cidades paulistas apresentavam focos ativos de incêndio. Além de Pedregulho e Itirapuã, os municípios afetados estão distribuídos em diferentes regiões do estado: Araraquara, General Salgado, Dois Córregos (região de Bauru), Santantônia do Aracanguá (Araçatuba), Maíra e Porã (Guarulhos), e São João da Boa Vista, Elias Fausto e Bom Jesus dos Perdões (Campinas).

Incêndios e dados oficiais: Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), seis das dez cidades com maior número de focos de incêndio registrados entre o fim de atrássto e o início de setembro estão localizadas na região de Ribeirão Preto. O levantamento, realizado em 21 de atrássto, apontou Altinópolis e Pitangueiras como os municípios com mais registros. Outros municípios citados foram Sertãozinho, Cajuru, Pedregulho, Pontal e Motuca.

Impactos ambientais e recuperação: A engenheira ambientalista Carolina Mazeiro Guerra alerta que a recuperação das áreas afetadas pode levar décadas. Ela explica que o fogo empobrece o solo e destrói a vegetação, deixando apenas tocos que continuam queimando por longos períodos, impedindo o crescimento de brotos e sementes.

“Se não houver um empenho, pode ser que nunca se recupere, porque o solo já está mais pobre. A vegetação, em alguns lugares, só sobraram tocos, que continuam queimando e matam qualquer tipo de broto ou semente. É necessário um esforço para o plantio de mudas o quanto antes, preferencialmente no início da estação chuvosa. Se tivermos sorte, pode levar de 20 a 30 anos para a vegetação voltar ao estado original”, afirmou a especialista.

Medidas governamentais e prevenção: Em resposta ao aumento do risco de incêndios florestais, o governo do estado anunciou no início de setembro o fechamento emergencial de 79 unidades de conservação e parques localizados na região metropolitana e no interior paulista. A Fundação Florestal informou que a medida, válida até 12 de setembro, pode ser revisada conforme as condições climáticas e os riscos associados. O objetivo é proteger tanto os visitantes quanto as áreas de preservação ambiental.

Além disso, a engenheira ambientalista destacou a importância da manutenção de áreas de conservação em propriedades rurais. Segundo ela, toda propriedade rural deve preservar no mínimo 20% de vegetação nativa, escolhendo espécies adequadas ao bioma local. Na região de Ribeirão Preto, predominante no bioma cerrado, é fundamental selecionar árvores compatíveis com as características do solo, que pode variar entre mais úmido e mais seco.

“É importante buscar orientação técnica para realizar o manejo correto e evitar gastos desnecessários com replantio”, recomendou Carolina Mazeiro Guerra.

Condições ambientais e saúde pública

Os incêndios têm provocado efeitos visíveis no ambiente e na saúde da população. A fumaça dos focos ativos tem reduzido a visibilidade e dificultado a respiração, deixando o céu encoberto e o sol com brilho reduzido desde as primeiras horas do dia. A umidade do ar na região tem registrado níveis abaixo de 25%, considerado preocupante por especialistas da saúde.

Profissionais que dependem da voz para o trabalho, como jornalistas, relatam dificuldades respiratórias e uso frequente de inaladores nasais para aliviar os sintomas. A baixa umidade do ar e a exposição à fumaça aumentam o risco de problemas respiratórios, reforçando a necessidade de cuidados como hidratação constante.

Em resumo, o estado de São Paulo enfrenta uma situação crítica com múltiplos focos de incêndio ativos, especialmente na região de Ribeirão Preto. A combinação de condições climáticas desfavoráveis, solo empobrecido e vegetação degradada exige ações coordenadas de prevenção, combate e recuperação ambiental para minimizar os impactos atuais e futuros.

Entenda melhor

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) monitora os focos de incêndio no Brasil por meio de satélites, fornecendo dados essenciais para a Defesa Civil e órgãos ambientais. O bioma cerrado, predominante em Ribeirão Preto, é particularmente vulnerável ao fogo devido à vegetação seca e ao solo arenoso, o que dificulta a recuperação natural após queimadas.

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