Última detenção foi de um homem de 49 anos, em Jales; na região um rapaz foi preso em Batatais
Prisões por Incêndios Criminosos na Região de Ribeirão Preto
O Ministério Público acompanha as investigações sobre os incêndios que devastaram as regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Em três dias, seis pessoas foram detidas no interior de São Paulo, suspeitas de envolvimento nos crimes. A promotoria alerta que os suspeitos de incêndios criminosos devem ser multados, além de cumprir pena de prisão.
Ação da Polícia e Depoimentos
Entre os detidos está o autor de um incêndio em Jalice, Jardim Alvorada, ocorrido no último sábado. As imagens de segurança ajudaram a polícia a identificar o suspeito de 49 anos, mesmo sem flagrante. Dois homens de 42 e 27 anos foram presos em Batatais, cidade vizinha a Ribeirão Preto; um deles já teve a prisão preventiva decretada. Outras prisões ocorreram em São José do Rio Preto e Guaraci.
Consequências e Medidas Preventivas
A promotora Claudia Bibi, do Gaema, explica que um incêndio criminoso tem consequências criminais (pena de reclusão de três a seis anos), ambientais (recuperação da devastação) e de saúde pública (custos com saúde, problemas respiratórios). Há também uma multa administrativa proporcional ao dano causado, que tende a ser alta devido à gravidade da situação. O Ministério Público e a Polícia pedem a colaboração da população por meio de denúncias anônimas, pelos telefones da Polícia Militar e o 181 (Disque-Denúncia). As autoridades estão em estado de alerta e se preparam para o aumento do risco de incêndios com a chegada de dias mais quentes e secos.
A gravidade dos incêndios criminosos e seus impactos na saúde da população, como no caso relatado de uma ouvinte com asma que precisou deixar sua casa, reforça a necessidade de punição severa para os responsáveis. A contabilização dos prejuízos e a prevenção de novos focos são prioridades no momento.



