Investigação teve início após depósito bancário realizado no Rio de Janeiro; ouça entrevista completa com delegados do caso
A quarta fase da Operação Shark, deflagrada na manhã desta sexta-feira, mira a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas em Ribeirão Preto. A operação, que teve início em 2017 a partir de um depósito bancário suspeito no Rio de Janeiro, resultou na prisão de seis pessoas – duas mulheres e quatro homens – envolvidas em uma quadrilha que utilizava empresas de fachada e negócios legítimos para dissimular o dinheiro do tráfico.
Prisões e Empresas Envolvidas
As prisões ocorreram em diversos bairros da cidade, atingindo pessoas de diferentes classes sociais, incluindo empresários e profissionais da área contábil. Segundo os delegados, alguns indivíduos apenas emprestavam seus nomes para a abertura de empresas, recebendo um percentual da movimentação financeira em troca. As empresas utilizadas pela quadrilha variavam entre empresas fantasmas e negócios com atividades regulares, como construção civil, que misturavam dinheiro do tráfico com recursos lícitos.
Modus Operandi e Ramificações
A quadrilha utilizava contas bancárias em nome de terceiros para depositar o dinheiro proveniente do tráfico de drogas, principalmente do Rio de Janeiro. O esquema foi descoberto após um depósito com notas que apresentavam forte odor de maconha chamar a atenção de um gerente bancário. A investigação revelou que a quadrilha atuava em diversas cidades, incluindo Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, outras cidades do interior paulista, além do Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. As investigações continuam em andamento, com a expectativa de novos desdobramentos.
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A operação demonstra a complexidade das redes de lavagem de dinheiro ligadas ao tráfico de drogas e a importância da cooperação entre diferentes órgãos policiais. O bloqueio de R$ 2,6 milhões demonstra o sucesso da operação em interromper o fluxo financeiro da organização criminosa. A participação de pessoas que acreditavam estar apenas emprestando seus nomes para uma atividade de menor gravidade destaca a necessidade de conscientização sobre os riscos e consequências da participação em crimes de lavagem de dinheiro.



