Feita em parceria entre Gaeco e Polícia Civil, operação ‘Alba Branca’ também apreendeu computadores e documentos em Bebedouro
Uma operação denominada Alba Branca foi deflagrada na manhã desta terça-feira, com o objetivo de investigar contratos suspeitos de superfaturamento mantidos por 16 prefeituras paulistas com a Cooperativa Orgânica Familiar (COAF) de Bebedouro.
As Irregularidades Apuradas
As investigações apontam para preços elevados em produtos da merenda escolar da rede pública, além de indícios de pagamento de propina a servidores municipais em diversas cidades. Entre os municípios sob investigação, destacam-se Bebedouro, Santa Rosa de Viterbo (na região de Ribeirão Preto), Santos e Campinas.
Detalhes da Operação Policial
A polícia cumpriu seis dos sete mandados de prisão e dezesseis dos vinte e quatro de busca e apreensão. Entre os suspeitos localizados, estão o atual e o ex-presidente da cooperativa. Durante as buscas, foram apreendidos uma arma e R$ 135 mil em dinheiro na residência de um dos investigados. O delegado José Eduardo Vasconcelos esclareceu que a irregularidade constatada até o momento envolve a combinação de preços entre agentes da prefeitura e a COAF.
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O Uso Indevido de Mecanismos de Incentivo
A cooperativa utilizava uma modalidade de licitação menos burocrática, criada pelo governo federal para beneficiar pequenos agricultores. No entanto, na prática, os produtos eram comprados de grandes atacadistas, desvirtuando o propósito original da lei, conforme explicou o promotor de justiça Leonardo Romanelli. Segundo ele, o mecanismo, que deveria facilitar o desenvolvimento social da população mais pobre e dos produtores, estava sendo fraudado, com contratos que não faziam sentido para a pequena produção e refletiam compras de indústrias normais.
Essa é a primeira fase da operação, e as oitivas com os detidos estão em andamento. Outros suspeitos podem surgir após os depoimentos. A próxima fase da investigação deverá esclarecer se as prefeituras foram vítimas ou tiveram envolvimento no esquema.
Caso sejam considerados culpados, os envolvidos poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, fraudes em licitações, organização criminosa, peculato, uso de documentos falsos e falsificação de documentos.
As investigações seguem em andamento para determinar o alcance total do esquema e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.



