Selfies com inteligência artificial viralizam e levantam debate ético
A era digital nos presenteia constantemente com novas tendências, e uma que tem ganhado destaque são os vídeos de “selfies dos bastidores”, impulsionados pela inteligência artificial. Mas o que está por trás desse fenômeno e quais as implicações éticas envolvidas?
A Ascensão das Selfies Virtuais
Esses mini clipes mostram criadores de conteúdo interagindo com modelos de IA em cenários fictícios, muitas vezes inspirados em filmes, séries ou shows. A combinação de humor, fantasia e nostalgia atrai milhões de visualizações, criando um engajamento emocional com o público. É como se o usuário pudesse, virtualmente, participar de seus filmes favoritos ou estar ao lado de seus ídolos.
Como Criar Sua Própria Selfie dos Bastidores
O processo envolve o uso de múltiplas inteligências artificiais. Primeiro, utiliza-se uma IA (como o Gemini do Google ou o ChatGPT) para gerar uma imagem do usuário com as celebridades desejadas em um set de filmagem. Em seguida, outra IA (como o Kling) é usada para animar a transição entre as fotos. Por fim, um editor de vídeo é empregado para juntar os clipes e criar um vídeo contínuo e dinâmico.
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Ética e Identidade Digital
Apesar da diversão, a popularização dessa prática levanta questões importantes. Colocar pessoas reais em cenários inexistentes pode gerar interpretações equivocadas e até deturpar a imagem de indivíduos ou obras. É crucial sinalizar que o conteúdo foi criado com IA, utilizando os rótulos apropriados nas redes sociais. O respeito à propriedade intelectual e ao bom senso deve sempre prevalecer.
Essa tendência reflete o desejo humano de se conectar com seus ídolos e de expressar sua identidade digital de forma criativa. No entanto, é fundamental equilibrar a diversão com a responsabilidade, garantindo que a tecnologia seja utilizada de maneira ética e consciente.