Nenhum dos 340 ônibus que circulam pela cidade diariamente saíram das garagens nesta terça-feira (8)
Greve de ônibus paralisa Ribeirão Preto e deixa passageiros em apuros
Salários atrasados e caos no transporte
A terça-feira foi marcada por transtornos para os usuários do transporte coletivo em Ribeirão Preto. Motoristas de ônibus cruzaram os braços em greve, protestando contra salários atrasados. A paralisação deixou a cidade sem ônibus, forçando muitos passageiros a buscarem alternativas, muitas vezes com preços abusivos em aplicativos de transporte.
Impactos da paralisação e alternativas precárias
A greve afetou milhares de pessoas que dependem do transporte público. Usuários relataram dificuldades em encontrar meios de locomoção, com os aplicativos de transporte cobrando valores exorbitantes. Ana Laura, uma autônoma, relatou a dificuldade em voltar para casa após descobrir a paralisação e precisar recorrer a uma carona que só chegaria às 18h. Outro passageiro, que preferiu não se identificar, gastou mais de R$20 em um aplicativo para se deslocar do centro até Campos Elíseos.
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Legalidade da greve e próximos passos
O advogado e professor universitário Luiz Capino explicou que, embora o direito de greve seja legítimo, a paralisação total do transporte público, considerado serviço essencial, é ilegal. Pelo menos 30% da frota deveria estar operando. Capino destacou a falta de comunicação prévia e a possibilidade da greve ser considerada ilegal pela Justiça, devido ao percentual de trabalhadores paralisados e à ausência de negociação prévia. O Consórcio afirma ter contraído empréstimo de R$ 60 milhões para honrar compromissos, incluindo o pagamento dos salários atrasados, previsto para 18 de fevereiro. A prefeitura acompanha a situação e exige comunicação prévia em caso de novas paralisações. A situação permanece delicada, com a greve prevista para continuar na quarta-feira, e a possibilidade de intervenção judicial.



