Grupo de 31 colaboradores viu a demanda de trabalho diminuir drasticamente desde fevereiro; Prefeitura não estipula prazo
Coleta seletiva suspensa em Ribeirão Preto
A coleta seletiva de lixo em Ribeirão Preto encontra-se suspensa desde fevereiro deste ano, afetando diretamente a Cooperativa Mãos Dadas, única responsável por esse serviço na cidade. Com a paralisação da coleta, a quantidade de material reciclável diminuiu drasticamente, forçando a cooperativa a reduzir suas operações para apenas três dias por semana.
Impactos na Cooperativa Mãos Dadas
A redução no volume de resíduos recicláveis impacta diretamente a renda dos 31 colaboradores da cooperativa. Damaris da Silva Souza, cooperada da Mãos Dadas, relata a dificuldade em organizar o processo de separação do lixo devido à escassez de material. A dependência dos ecopontos da cidade para o recebimento de materiais se mostra insuficiente para manter a cooperativa em funcionamento pleno. A situação se agrava com a irregularidade no fornecimento de material, obrigando os trabalhadores a ficarem em casa em alguns dias aguardando a acumulação de resíduos.
Prefeitura e futuro da coleta seletiva
Jacqueline Moreira, também da Cooperativa Mãos Dadas, destaca a dependência das doações dos ecopontos para a sobrevivência da cooperativa após a suspensão da coleta seletiva pela prefeitura. A Secretaria de Infraestrutura de Ribeirão Preto afirma que os ecopontos recebem e encaminham os resíduos recicláveis para a Cooperativa Mãos Dadas, mas não estabelece um prazo para o retorno da coleta seletiva na cidade. Enquanto isso, o Ministério do Meio Ambiente criou uma comissão para definir novas regras para a atividade de reciclagem no Brasil.
A situação da Cooperativa Mãos Dadas evidencia a fragilidade do sistema de coleta seletiva em Ribeirão Preto. A ausência de um cronograma para a retomada do serviço preocupa os cooperados e compromete a sustentabilidade da iniciativa, impactando diretamente a renda das famílias e a destinação adequada dos resíduos recicláveis.



