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Sem funcionários, o serviço de verificação de óbitos de Ribeirão vai atender dia sim e dia não

Famílias que perderem alguém por morte natural pode ter que esperar até dois dias para enterrar o corpo
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Famílias que perderem alguém por morte natural pode ter que esperar até dois dias para enterrar o corpo

Famílias que perderem alguém por morte natural pode ter que esperar até dois dias para enterrar o corpo

A demora na liberação de corpos em Ribeirão Preto tem gerado sofrimento para famílias que perderam seus entes queridos. O Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), responsável pela determinação da causa da morte em casos sem violência ou diagnóstico prévio, está funcionando em regime de dia sim, dia não devido à falta de funcionários.

Impacto na população

A situação afeta diretamente as famílias, que precisam esperar até dois dias para realizar o velório e enterro, mesmo em casos de morte natural. Um exemplo disso foi o caso da dona Orípia, de 82 anos, falecida em uma sexta-feira, cuja família só conseguiu realizar o sepultamento dois dias depois. Zé L’alve, auxiliar de produção, relata a angústia de esperar pela liberação do corpo de um familiar devido à falta de médicos para a realização do procedimento.

Falta de profissionais e estrutura

A principal causa do problema é a falta de médicos patologistas e técnicos de necropsia no SVO, administrado pela USP de Ribeirão Preto. O diretor do SVO, Marco Aurélio Guimarães, já havia alertado sobre as condições de trabalho em outubro do ano passado e protocolou um ofício no Conselho Regional de Medicina (Cremesp) informando que o serviço só poderá funcionar dia sim, dia não devido à escala reduzida de funcionários. A situação se agrava aos sábados, impossibilitando o atendimento.

Soluções e perspectivas

Para solucionar o problema, a direção do SVO afirma ser necessário dobrar o quadro de funcionários, incluindo seis médicos e seis técnicos. A USP, responsável pelo processo de seleção, ainda não se manifestou sobre medidas para amenizar a situação a curto prazo. A associação das funerárias da região também se posicionou, afirmando que o SVO é um serviço essencial que não pode parar e que as famílias são as principais vítimas dessa situação. A falta de profissionais especializados e a necessidade de contratação via concurso público tornam a solução ainda mais complexa. A espera por uma solução definitiva continua, causando sofrimento e angústia para muitas famílias em Ribeirão Preto.

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