Pagamento do adiantamento do salário e o vale alimentação estão atrasados; remuneração de junho também não foi paga
Em Ribeirão Preto, a paralisação dos motoristas de ônibus causou impacto significativo no transporte público nesta segunda-feira. Com apenas 50% da frota circulando nos horários de pico e 35% no restante do dia, passageiros enfrentaram longas esperas e dificuldades para chegar aos seus destinos.
Impacto da Greve nos Passageiros
A repórter Michelle Souza, presente no Terminal Rodoviário de Ribeirão Preto, relatou a situação caótica. Longas filas se formaram em diversos pontos de ônibus, com relatos de passageiros aguardando por mais de 30 minutos. Algumas linhas, como a Sumarezinho e Presidente Dutra, não estavam operando, deixando passageiros sem opção de transporte e forçando alguns a recorrer a aplicativos de transporte individual.
Motivos da Paralisação e Negociações
A greve foi deflagrada devido ao não pagamento do vale alimentação referente ao mês de maio, além do atraso no pagamento do salário. O presidente do sindicato dos motoristas, João Henrique Boeno, afirmou que não houve negociações e que a paralisação continua, apesar de uma videoconferência agendada para terça-feira no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas para discutir a situação. A expectativa é que a situação seja resolvida para normalizar o transporte público na cidade. Uma proposta de aporte de 17 milhões da prefeitura ao consórcio urbano poderia auxiliar na solução do impasse.
Leia também
Reflexões sobre a Situação
A situação expõe a fragilidade do transporte público e o impacto direto sobre a população. Embora a reivindicação dos motoristas seja justa, a paralisação em meio à pandemia e após um período de lockdown, gera grande impacto na mobilidade urbana da cidade. A expectativa é por uma rápida resolução do impasse, garantindo o direito dos trabalhadores e o acesso ao transporte público para os cidadãos.



