A semaglutida teve a indicação ampliada no fim do ano passado para incluir o tratamento da esteatose hepática associada a inflamações. Antes autorizada apenas para obesidade e controle de peso, a medicação já era amplamente utilizada no Brasil no tratamento do diabetes e agora passa a integrar as opções terapêuticas contra a gordura no fígado.
Segundo o endocrinologista Vagner Chiapetti, um estudo realizado com mais de 1200 pacientes comprovou a eficácia do medicamento na redução da gordura hepática. Atualmente, a condição atinge 30% dos paulistas e a expectativa é que, até 2030, mais da metade da população brasileira seja afetada.
Nova indicação
O fígado é responsável por funções vitais como absorção de vitaminas, ativação de hormônios e controle de colesterol, triglicérides e glicemia. A inflamação hepática compromete a saúde sistêmica e o rendimento diário do paciente.
De acordo com o médico, os avanços recentes da endocrinologia permitem prever a cura do fígado em muitos casos, com melhora também nos níveis de colesterol, triglicérides e na sensibilidade à insulina em pacientes diabéticos ou pré-diabéticos.
Uso responsável
O especialista alerta que medicamentos como Ozempic e Wegovy exigem prescrição médica obrigatória. Ele afirma que houve aumento de casos de pancreatite e hospitalizações devido ao uso por conta própria ou por indicação de conhecidos.
Leia também
O tratamento envolve mudança comportamental, com retirada de frituras, embutidos e álcool, além da prática de pelo menos 15 minutos de atividade física diária. O tempo médio de tratamento varia conforme o grau da gordura no fígado: cerca de quatro meses para grau 1, cinco meses para grau 2 e seis meses para grau 3.



