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Senado aprova liberação e uso da fosfoetanolamina

Medida segue para sanção da presidente Dilma Rousseff; desenvolvida pela USP São Carlos, substância pode ajudar curar o câncer
fosfoetanolamina
Medida segue para sanção da presidente Dilma Rousseff; desenvolvida pela USP São Carlos, substância pode ajudar curar o câncer

Medida segue para sanção da presidente Dilma Rousseff; desenvolvida pela USP São Carlos, substância pode ajudar curar o câncer

Após aprovação na Câmara dos Deputados, o projeto que permite o uso da fosfoetanolamina sintética, popularmente conhecida como ‘pílula do câncer’, aguarda sanção presidencial. A substância, desenvolvida na USP São Carlos, tem sido apontada como uma possível cura para diversos tipos de câncer, embora não tenha passado por testes em humanos e sua eficácia não seja comprovada.

O que diz o projeto aprovado?

O projeto de lei aprovado no Senado autoriza pacientes com tumores malignos a utilizarem a fosfoetanolamina, desde que apresentem um laudo médico que comprove a doença. Além disso, para ter acesso ao medicamento, o paciente deverá assinar um termo de responsabilidade pelo uso da substância.

A proposta também permite a fabricação da fosfoetanolamina mesmo sem o registro sanitário na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida visa facilitar o acesso à substância enquanto os testes clínicos são realizados.

Produção e testes da fosfoetanolamina

Uma reunião entre representantes do laboratório em Cravinhos (SP) e o pesquisador da USP, Gilberto Chierice, definiu os detalhes para a produção da substância. Segundo a farmacêutica Ana Paula da Silva, o primeiro lote deve começar a ser produzido em breve. O laboratório está adequando os procedimentos aos padrões exigidos pela Anvisa para garantir a qualidade da produção.

A fosfoetanolamina será sintetizada em Cravinhos e encaminhada para a Fundação para o Remédio Popular (Furp) em Américo Brasiliense, responsável por encapsular a substância. Em seguida, o material será enviado para o Instituto do Câncer em São Paulo, que coordenará os testes em humanos.

Etapas da pesquisa clínica

Na primeira fase dos testes, serão avaliados 10 pacientes para determinar a segurança da dose utilizada. Caso não sejam observados efeitos colaterais graves, a pesquisa prosseguirá com a seleção de 10 grupos de 21 pessoas cada. Se pelo menos duas pessoas responderem bem ao tratamento, os testes serão ampliados em uma terceira fase, envolvendo até mil pacientes.

Paralelamente, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) está realizando outros estudos com a substância em laboratórios. Os primeiros resultados indicaram que o composto não é mais eficaz do que os quimioterápicos em células isoladas, o que motivou a realização de testes em seres vivos para avaliar a interação com o organismo.

Embora os resultados iniciais sejam inconclusivos, a pesquisa com a fosfoetanolamina continua, buscando determinar seu real potencial terapêutico e seus efeitos no tratamento do câncer.

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